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França entra em alerta após ataques no Mali e na Somália

Atualizado em  12 de janeiro, 2013 - 21:06 (Brasília) 23:06 GMT
Militares patrulham a Gare du Nord (foto: AFP)

Militares patrulham a estação Gare du Nord, em Paris; França eleva alerta de segurança

O presidente François Hollande ordenou que a segurança em edifícios públicos e sistemas de transporte seja reforçada na França. O alerta ocorre devido a operações militares do país na África.

O governo francês teme um eventual ataque de um grupo radical islâmico em território nacional como retaliação aos recentes ataques do país a milícias no Mali e na Somália.

O nível de alerta das forças de segurança no país foi elevado. As ameaças à França são medidas no país por um sistema de contraterrorismo conhecido como 'Vigipirate' (que mede o grau de ameaça por um sistema de cores).

A "luta contra o terrorismo" requer todas as precauções necessárias, afirmou Hollande.

Mais cedo, grupos islâmicos prometeram represálias contra a França devido à campanha no Mali.

Operações

Hollande autorizou na sexta-feira uma intervenção militar no Mali para impedir a continuidade do avanço recente para o sul de rebeldes que já controlam o norte do país.

O presidente acusou o grupo de ligações com a rede extremista Al-Qaeda.

Intensos bombardeios da Força Aérea francesa e ataques terrestres de forças do Mali e da França entre sexta-feira e sábado forçaram a milícia a recuar.

Cerca de 100 rebeldes islâmicos foram mortos, segundo o Exército malinês.

A França confirmou a morte de um de seus pilotos de helicóptero, o tenente Damien Boiteux, em um ataque a um comboio rebelde durante a tomada de Konna. Ele foi baleado e morreu no hospital.

A cidade de Konna, principal ligação entre o norte e o sul do país, foi retomada após permanecer quase dois dias sob domínio rebelde.

Logo após o início do ataque no Mali, forças especiais francesas tentaram resgatar o analista de inteligência da França Denis Allex, que era refém da milícia Al-Shabab em Bulo Marer, Somália, desde julho de 2009.

A incursão foi frustrada pela milícia. O governo de Hollande disse que 17 milicianos, o refém e dois militares morreram.

Um porta-voz da al-Shabab desmentiu a informação dizendo que o refém permanece vivo sob seu poder, assim como um dos militares dado como morto pela França.

Urgência

A Cedeao (Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental) autorizou o envio imediato de 2.000 militares ao Mali.

A força deve chegar ao país em 10 dias e será composta por tropas do Níger, de Burkina Faso, da Nigéria e do Togo.

Em um comunicado, o presidente da comissão da Cedeao, Kadre Desire Ouedraogo, disse que a decisão foi tomada devido à urgência da situação.

O envio de 3.000 tropas, com aval da ONU, estava previsto para começar apenas em setembro.

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