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Obama quer retomar proibição a armas de combate

Atualizado em  18 de dezembro, 2012 - 19:44 (Brasília) 21:44 GMT
Barack Obama / Getty

Obama apoia medidas sobre controle de armas, diz porta-voz

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer reinstaurar uma proibição a armas de combate em meio a polêmica criada a partir do massacre em uma escola do Estado americano de Connecticut, afirmou nesta terça-feira o porta-voz da Casa Branca.

Jay Carney disse que o presidente americano está "ativamente apoiando" o plano de um senador democrata de promulgar uma lei no primeiro dia útil de trabalho do Congresso em 2013.

Obama também considera estabelecer limites à compra de munição e fechar lacunas na legislação, acrescentou o porta-voz.

Na última sexta-feira, um atirador, identificado como Adam Lanza, abriu fogo dentro de uma escola em Newtown, no Estado americano de Connecticut, matando 26 pessoas, incluindo 20 crianças.

Nesta terça-feira, estudantes retomaram as aulas na cidade, mas a escola primária Sandy Hook, palco do massacre, ainda permanece fechada.

Sem lacunas

Obama já havia demonstrado, em outras ocasiões, seu apoio pela reintrodução da proibição a armas pesadas, que expirou em 2004.

"Ele está apoiando ativamente, por exemplo, a intenção da senadora Feinstein [Dianne Feinstein, senadora pela Califórnia] de retomar um trecho da legislação que reinstauraria a proibição a armas de assalto", disse Carney.

O porta-voz da Casa Branca acrescentou que Obama também está disposto a discutir outras mudanças na lei, como a permissão de estocar munições e de comprar armas em eventos dedicados ao setor sem uma checagem prévia dos antecedentes criminais do comprador.

Feinstein disse a jornalistas que pretende levar a discussão sobre um controle mais rígido de armas ao Congresso em janeiro.

Correspondentes dizem que os democratas estão agora menos relutantes em apoiar leis neste setor, especialmente depois de dois senadores pró-armas terem defendido uma legislação mais rígida após o massacre de Newtown.

Durante a corrida presidencial, Obama expressou seu apoio à proibição de venda de armas de combate durante um dos três debates televisionados contra seu então adversário, o candidato republicano Mitt Romney.

"Eu compartilho do seu pensamento de que as armas designadas a militares em tempos de guerra não devem ser vistas em nossas ruas", disse Obama no segundo debate, em 16 de outubro deste ano.

"E então o que eu estou tentando fazer é aumentar a discussão sobre como podemos reduzir a violência em termos gerais. Parte disso seria reintroduzir a proibição à venda de armas de combate", afirmou o presidente americano na ocasião.

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