Atirador mata 20 crianças e 6 adultos em escola nos EUA

Atualizado em  14 de dezembro, 2012 - 19:27 (Brasília) 21:27 GMT

Alunos da escola em Newport têm entre 5 e 10 anos

Um atirador matou 20 crianças e seis adultos após invadir uma escola primária em Connecticut, nos Estados Unidos, na manhã desta sexta-feira, de acordo com informações da polícia americana.

As autoridades afirmaram à imprensa local que o atirador foi identificado como Adam Lanza, de 20 anos. Inicialmente, as informações eram de que o autor do ataque teria sido o irmão mais velho de Adam, Ryan, que foi detido para ser interrogado pela polícia. Na hora do crime, Adam estaria portando um documento de seu irmão.

Os dois eram filhos de uma professora que trabalhava na escola e também foi morta pelo atirador, segundo a imprensa local.

O ataque aconteceu às 9h30 (12h30 de Brasília) na escola primária Sandy Hook, que tem cerca de 600 alunos entre 5 e 10 anos, e fica na cidade de Newtown. Segundo o tenente Paul Vance, da polícia local, o atirador também foi encontrado morto no interior da escola.

O corpo de um outro adulto foi encontrado em uma segunda cena de crime na cidade. A imprensa americana afirmou que ele seria de Nancy, a mãe do atirador - possivelmente assassinada por ele antes do massacre na escola.

Embora a polícia não tenha dado detalhes sobre a morte do autor do ataque, a imprensa americana afirmou que Lanza cometeu suicídio.

Esse é o segundo pior massacre do gênero ocorrido nos Estados Unidos - atrás apenas do ataque que deixou 37 mortos na universidade Virginia Tech, em 2007.

O ataque à escola Sandy Hook é também o terceiro grande episódio do tipo ocorrido neste ano nos Estados Unidos. Em julho, um criminoso matou 12 pessoas durante a exibição de um filme do Batman em um cinema no Colorado e, no mês seguinte, outro atirador matou seis pessoas em um templo sikh em Wisconsin.

Em um discurso emocionado, o presidente Barack Obama chegou a segurar as lágrimas ao lamentar as mortes e apresentou suas condolências. "Precisamos nos unir e tomar ações significativas para evitar outras tragédias como essa", afirmou.

Terror

Vizinhos choram após desfecho trágico em Newtown (foto: Getty Images)

Vizinhos choram após desfecho trágico de invasão da escola Sandy Hook em Newtown

Lanza teria conseguido entrar na escola por ser conhecido pelos funcionários. Em entrevista à rede CNN, uma testemunha afirmou que ouviu tiros vindos do interior do prédio e que ela teria ouvido "cerca de 100 tiros".

O tenente Vance afirmou que o tiroteio se restringiu a apenas uma parte da escola, em duas salas. A polícia chegou à escola pouco depois de ser avisada por telefone sobre o ataque.

O local foi imediatamente cercado e invadido por equipes da polícia, que retiraram todos os sobreviventes e um ferido. Imagens aéreas mostravam várias ambulâncias e veículos de resgate ao redor do local horas após o ataque.

Richard Wilford, pai de um aluno da escola, disse ter telefonado para a polícia após receber a notícia de que havia ocorrido um tiroteio na região. "Eles (policiais) disseram que o tiroteio foi na Sandy Hook", contou. "Então eu e minha mulher descemos a rua correndo e chegamos à escola."

"Não há palavras que possam chegar perto de descrever o terror de ouvir a notícia de que o seu filho está em um lugar onde houve violência", acrescentou. O filho de Wilford não foi ferido no tiroteio.

"Ele escutou sons muito altos. Descreveu como panelas caindo", contou o pai. "A professora dele foi verificar e logo trancou a porta da sala de aula. Eles ficaram em um canto da sala até serem resgatados pela polícia."

Um jornal local, o Hartford Courant, chegou a afirmar que testemunhas teriam dito que eram dois atiradores, mas os relatos não foram confirmados. A polícia disse apenas que nenhuma hipótese foi descartada.

Também não foi esclarecido o número e tipo de armas usadas pelo atirador. A mídia americana chegou a afirmar que o autor do ataque teria usado um fuzil de calibre 223, duas pistolas de calibre 9 mm e um colete à prova de balas. As armas teriam sido adquiridas legalmente pela mãe do criminoso.

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