Exposição em Paris explora a história do cabelo

Atualizado em  30 de novembro, 2012 - 10:44 (Brasília) 12:44 GMT

'Querido Cabelo'

  • Foto: J.D. Okhai Ojeikere, ©Musée du quai Branly/Paris
    Uma exposição no museu Quai Branly, de Paris, explora os temas ligados ao cabelo, que, para muitas civilizações tem poderes mágicos, já que cresce durante toda a vida e não apodrece após a morte.
  • Foto: ©Neal Barr
    A mostra 'Querido Cabelo' aborda tópicos como as cores e o que elas evocam: loiras estão associadas com tipos angelicais; ruivas, com as mais diabólicas e morenas, com as mais aventureiras. Acima, uma equipe de esportistas no Texas.
  • Foto: ©Musée du quai Branly/Paris - foto anônima
    Cabelos e penteados variam muito de acordo com a sociedade e a idade das pessoas. Durante muito tempo, o cabelo era solto apenas na intimidade. As tranças, por sua vez, simbolizam o domínio sobre a natureza.
  • Foto: ©Musée du quai Branly/Paris, foto Maurice Tessoniere
    O cabelo comprido está associado ao homem selvagem, aos artistas e aos rebeldes. Mas esta interpretação depende de cada cultura. Em Madagascar, como mostram as imagens, as pessoas de luto se apresentam despenteadas.
  • Foto:©Nobuyoshi Araki - Cortesia do artista e Kamel Mennour, Paris
    As mudanças de penteado estão ligadas a mudanças estéticas mas também podem marcar a mudança da identidade de um indivíduo em algumas sociedades, depois de uma iniciação. Ou ainda, uma punição, especialmente para mulheres, como foi o caso na França das que se envolveram com alemães na Segunda Guerra Mundial e tiveram seus cabelos raspados.
  • Foto: ©Musée du quai Branly/Paris, foto Gautier Deblonde
    Com o avanço da idade, o homem começa a perder o cabelo, o que pode simbolizar o caminho para a morte.
  • Foto: ©Musée du quai Branly/Paris, foto Claude Germain
    Na foto acima, vemos a cabeça com cabelos de um prisioneiro, reduzida por índios shuar, do Equador. Em algumas culturas objetos eram fabricados com cabelo dos mortos e se atribuía poderes mágicos a eles.
  • Foto: ©Musée du quai Branly/Paris, foto Patrick Gries
    Os munducuru, do Brasil, eram caçadores de cabeça. Os cientistas acreditam que a cabeça mostrada na foto pertencia a um homem. As cabeças dos inimigos eram consideradas troféus.

'Querido Cabelo'

Uma exposição em Paris explora a história e a importância do cabelo em várias épocas.

A mostra "Querido Cabelo", no museu Quai Branly até o dia 14 de julho de 2013, mostra a variação de comprimento, cores e penteados em várias épocas.

As fotos contam uma história que envolve sedução, emoção e castigo. Elas mostram o cabelo como uma ferramenta para comunicar estados como no caso de mulheres que tiveram as cabeças raspadas depois da Segunda Guerra Mundial como punição por terem se envolvido com alemães.

Além disso, a exposição também mostra também imagens de cabeças com cabelos, reduzidas por tribos indígenas do Equador e do Brasil.

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