Atentado em Tel Aviv pode dificultar cessar-fogo entre Israel e Hamas

Atualizado em  21 de novembro, 2012 - 10:13 (Brasília) 12:13 GMT
Equipes de emergência atuam na remoção de passageiros feridos após explosão em ônibus

Equipes de emergência atuam na remoção de passageiros feridos após explosão em ônibus

Um atentado a bomba contra um ônibus no centro de Tel Aviv, que ocorreu na manhã desta quarta feira, deixando 13 feridos, pode dificultar as já complicadas negociações por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, depois de 8 dias de confrontos.

Uma forte explosão ocorreu em um ônibus na avenida Shaul Hamelech, no centro de Tel Aviv.

De acordo com testemunhas, segundos antes da explosão, um homem jogou uma sacola dentro do veículo e saiu correndo.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado – o primeiro que acontece em Tel Aviv em 8 anos. O canal de TV do Hamas, na Faixa de Gaza, interrompeu suas transmissões para anunciar a explosão.

O Hamas não assumiu oficialmente a autoria do atentado no ônibus de Tel Aviv, porém sua rede de televisão passou a "festejar" o ocorrido.

O canal, denominado El Aksa, transmitiu uma nota do Hamas "parabenizando" os autores do atentado e afirmando que trata-se de uma "reação natural ao massacre da família Dalu e à agressão a civis palestinos por Israel".

A familia Dalu é uma familia palestina na Faixa de Gaza da qual 12 membros foram mortos em um ataque da Força Aérea israelense, inclusive mulheres e crianças, em um bombardeio que foi definido como "erro de pontaria" pelas autoridades israelenses.

Autoria

O atentado em Tel Aviv ocorre em meio a intensas negociações por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, após 8 dias de confrontos que já deixaram cerca de 140 mortos do lado palestino e 5 mortos do lado israelense.

De acordo com analistas locais, o atentado irá dificultar mais ainda as negociações, que, no momento, se encontram emperradas por causa das divergências sobre o teor do acordo a ser firmado entre as partes.

Israel quer um acordo de cessar-fogo "incondicional", já o Hamas exige que a questão do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza seja vinculada ao acordo.

Segundo o jornal israelense Haaretz, também há divergências dentro do próprio gabinete israelense.

O jornal afirma que o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, conhecido como politico de linha-dura, é contra o acordo de cessar-fogo intermediado pelo Egito e já aceito pelo Hamas. Já o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, seria favorável ao acordo.

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