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Responsável por maior escândalo financeiro da Grã-Bretanha é condenado

Atualizado em  20 de novembro, 2012 - 18:52 (Brasília) 20:52 GMT
Kweku Adoboli / BBC

Kweku Adoboli foi condenado a sete anos de prisão

Um corretor acusado de ser o principal responsável pelo maior escândalo financeiro da história da Grã-Bretanha foi condenado nesta terça-feira a sete anos de prisão.

Nascido em Gana, Kweku Adoboli foi considerado culpado por ter causado um prejuízo de 1,4 bilhão de libras (R$ 4,6 bilhões) ao banco suíço UBS.

Segundo um tribunal britânico, ele estava "a uma ou duas apostas de destruir o maior banco da Suíça".

Adoboli, de 32 anos, perdeu o dinheiro em corretagens "desprotegidas, descobertas, pouco cuidadosas e imprudentes", acrescentou a promotoria.

Ele negou as acusações, que são relacionadas ao período em que trabalhou no banco, de outubro de 2008 a setembro de 2011.

Adoboli, que foi preso em 15 de setembro daquele ano, foi diretor de um departamento do UBS sediado em Londres e responsável pela compra e venda de fundos de índice (conhecidos como ETFs, na sigla em inglês), um produto financeiro pelo qual o investidor passa a deter as ações atreladas a um índice a ele relacionado.

Ele foi contratado pelo banco em 2003 e tornou-se corretor três anos depois.

Durante o julgamento, a promotoria afirmou que Adoboli chegou a impor perdas de 7,5 bilhões de libras (R$ 25 bilhões) ao banco, mas recuperou parte do montante logo em seguida.

Adoboli, que é filho de um ex-funcionário do alto escalão da ONU, afirmou ao júri que seus chefes estavam cientes de suas ações e o encorajaram a tomar riscos.

Ele alegou que perdeu o controle sobre suas corretagens durante o período de turbulência dos mercados no ano passado.

Durante a leitura de sua sentença, o juiz Justice Keith disse a Adoboli que "qualquer que seja o veredito do júri, você sempre será conhecido como o homem responsável pelo maior prejuízo financeiro na história dos bancos da Inglaterra".

"Você possui uma forte veia de apostador. Você foi arrogante de pensar que as regras dos bancos para os corretores não se aplicariam a você.", acrescentou Keith.

A promotoria disse, ainda, que Adoboli foi um apostador que acreditava que tinha um "toque mágico".

Em sua defesa, Adoboli reiterou que tudo o que ele tinha feito foi "em benefício do banco", onde ele considerava seus colegas como sua própria "família".

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