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Durante visita a Gaza, premiê egípcio pede fim de "agressão" israelense

Atualizado em  16 de novembro, 2012 - 07:44 (Brasília) 09:44 GMT
Explosão em Gaza em local atingido por disparo israelense

Explosões continuaram em Gaza durante toda a noite e também após o amanhecer

O primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, denunciou na manhã desta sexta-feira o que chamou de "agressão" israelense a Gaza, durante breve visita ao território, durante a qual disse que seu país tentará garantir um cessar-fogo.

"O Egito não poupará esforços.. para interromper a agressão e alcançar uma trégua", disse Qandil durante uma visita a um hospital de Gaza.

A Irmandade Muçulmana, partido no poder no Egito, tem laços próximos ao grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

O Egito, um dos poucos países árabes a manter laços diplomáticos com o país após um acordo de paz em 1979, tradicionalmente atua como mediador nos conflitos entre Israel e palestinos.

Qandil afirmou ainda que o Egito quer o estabelecimento de um Estado palestino com Jerusalém como sua capital.

Os disparos continuaram na região da fronteira entre Israel e Gaza durante a visita de três horas do premiê.

Israel havia anunciado que interromperia seus disparos enquanto Qandil estivesse no território, com a condição de que os militantes do grupo palestino Hamas fizessem o mesmo.

As autoridades israelenses disseram ter feito disparos aéreos porque foguetes palestinos continuaram a cair em cidades israelenses.

Qandil chegou a Gaza após uma noite na qual Israel disparou contra mais de 130 alvos no território e militantes palestinos dispararam 11 foguetes de Gaza.

Israel matou o líder militar do Hamas na quarta-feira, provocando intensa violência e rumores sobre uma possível invasão israelense ao território.

Ao menos 19 palestinos e três israelenses foram mortos desde então. Entre os mortos estão militantes e civis, incluindo ao menos cinco crianças palestinas, entre elas um bebê de 11 meses, filho de jornalista da BBC em Gaza.

Duas mulheres e um homem morreram na quinta-feira na cidade de Kiryat Malachi, no sul de Israel, após o prédio onde moravam ser atingido por um míssil disparado de Gaza,.

Reservistas

Hisham Qandil se encontrou em Gaza com o premiê palestino, Ismail Haniya

Durante sua breve visita, Qandil (esq.) se reuniu com o premiê palestino (dir.) em Gaza

O Exército de Israel começou a incorporação inicial de 16 mil reservistas nesta sexta-feira, após o governo ter autorizado a convocação de até 30 mil reservistas.

O correspondente da BBC em Gaza Jon Donnison diz que ainda não há sinais de uma ofensiva israelense por terra.

As explosões continuaram em Gaza durante toda a noite, com fortes explosões atingindo a Cidade de Gaza ao amanhecer.

Testemunhas dizem que partes do prédio do Ministério do Interior em Gaza foram destruídas nos bombardeios durante a noite.

Israel disse ter alvejado dezenas de locais usados para lançamento de foguetes no território.

Nos últimos dias, militantes disseram ter disparado mais de 350 foguetes de Gaza.

Israel disse que 130 foguetes haviam sido interceptados pelo seu sistema de defesa antimísseis, chamado de Escudo de Ferro.

Abrigos

Em Tel Aviv na quinta-feira, moradores buscaram abrigo após alarmes antiaéreos terem soado na cidade pela primeira vez desde a Guerra do Golfo, em 1991.

O braço armado do grupo Jihad Islâmica disse ter disparado um foguete de fabricação iraniana Fajr-5, que tem um alcance de cerca de 75 quilômetros.

A distância de Gaza a Tel Aviv, a maior cidade de Israel, é de cerca de 70 quilômetros.

Segundo relatos locais, dois mísseis caíram próximos a Tel Aviv: um em uma área desabitada e outro no mar.

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