Justiça francesa proíbe republicação de fotos de Kate de topless

Atualizado em  18 de setembro, 2012 - 07:33 (Brasília) 10:33 GMT
Kate e William durante visita a Tuvalu

Kate e William estão atualmente em uma visita oficial de nove dias à Asia

A Justiça francesa proibiu nesta terça-feira a republicação das fotos da mulher do príncipe William, Kate, em que ela aparece de topless. As fotos foram publicadas originalmente na sexta-feira pela revista Closer.

A decisão também exigiu que a revista entregue as fotos originais em 24 horas.

Se não cumprir a decisão, a companhia estará sujeita a uma multa de 10 mil euros (cerca de R$ 26,4 mil) por dia.

As fotos foram tiradas neste mês quando o casal tomava sol na sacada de uma mansão na Provença, no sul da França, de propriedade de um sobrinho da rainha Elizabeth 2ª, avó de William.

Inquérito criminal

Em uma decisão separada, o tribunal de Nanterre determinou a abertura de um inquérito criminal sobre a publicação das fotos.

O inquérito analisará se há base para responsabilizar criminalmente a Closer, a empresa que publica a revista e o fotógrafo que captou as imagens.

Os advogados do príncipe William e de sua mulher alegavam que a publicação das fotos em que Kate aparece de topless pela Closer havia violado a intimidade do casal.

Um advogado da revista afirmou que a reação do casal real britânico foi "desproporcional".

Após a publicação pela Closer, as fotos foram republicadas pela revista italiana de fofocas Chi, pelo jornal irlandês The Irish Daily Star e por dezenas de sites na internet.

Kate e William, o segundo na linha de sucessão ao trono britânico, estão atualmente em uma viagem oficial de nove dias pela Ásia, como parte das comemorações pelos 60 anos de reinado da rainha Elizabeth 2ª. Nesta terça-feira, eles estão em Tuvalu, no Pacífico Sul.

Vários jornais britânicos, que vêm adotando uma cobertura favorável ao casal, observaram a coincidência de o casal ter sido recebido na véspera, em sua passagem pelas ilhas Salomão, por dançarinas em trajes típicos locais, que incluíam mulheres de topless.

Argumentos

Na segunda-feira, o advogado que representa William e Kate, Aurelien Hamelle, afirmou à corte na cidade de Nanterre que as imagens registradas eram íntimas e pessoais e não deveriam aparecer na capa de uma revista.

Ele afirmou que o casal não poderia saber que estava sendo fotografado, alegando que somente no local onde estavam somente seria possível vê-los com lentes para longa distância.

Em resposta, a advogada Delphine Pando, que representava a Closer, afirmou que fotos de topless não são mais consideradas chocantes na sociedade moderna.

Ela negou que o castelo onde o casal tomava banho de sol seria inacessível à visão do público. Ela disse ainda que a revista não tinha direitos sobre as fotos e por isso não poderia ser provado que a revista pretendia republicá-las.

Invasão indiscutível

William e Kate chegam a Tavanipupu, nas ilhas Salomão, em uma canoa tradicional

Para a maioria dos advogados, a publicação das fotos fere claramente a lei francesa sobre privacidade

Segundo o correspondente da BBC em Paris Christian Fraser, a maioria dos advogados concorda que, sob as estritas leis francesas, a publicação das fotos representa uma indiscutível invasão de privacidade.

Sob a lei francesa, os editores da revista e o fotógrafo poderiam ser condenados a até um ano de prisão e obrigados a pagar dezenas de milhares de euros em indenizações.

A editora da Closer, Laurence Pieau, já defendeu a publicação, afirmando que as fotos não eram chocantes e que a revista ainda teria mais fotos íntimas do casal que não foram publicadas.

A italiana Chi, que assim como a Closer faz parte do grupo de mídia Mondadori, de propriedade do ex-premiê italiano Silvio Berlusconi, publicou uma edição especial com mais de 26 páginas de fotos de William e Kate.

A revista traz na capa uma foto de Kate de topless com o título: "A rainha está nua!".

Em um editorial, o diretor da revista, Alfonso Signorini, disse considerar as fotos da duquesa de Cambridge "normais e condizentes com o seu tempo".

Segundo ele, as imagens "não eram particularmente sensacionalistas nem prejudiciais à sua dignidade" e "seguramente a torna mais simpática e menos distante de todos nós".

Editor suspenso

Na Irlanda, o editor do Irish Daily Star, Michael O'Kane, foi suspenso enquanto uma investigação interna é realizada sobre a publicação das fotos.

Os proprietários do diário condenaram a publicação e afirmaram não ter tido conhecimento prévio.

Nenhum jornal ou revista britânicos publicou as imagens até agora. O diário The Daily Mail afirmou ter rejeitado uma oferta pelas fotos na semana passada.

Outro tabloide, The Sun, afirmou que nem tocaria nas fotos. O jornal foi criticado no mês passado por publicar fotos do príncipe Harry, irmão de William, nu em um hotel de Las Vegas

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