Ataque na Líbia coloca política externa de Obama no centro de campanha eleitoral

Atualizado em  12 de setembro, 2012 - 11:37 (Brasília) 14:37 GMT
Homem armado na embaixada americana em Benghazi. | Foto: AFP

Ataque deve colocar discussão sobre a política externa na campanha eleitoral

O presidente americano Barack Obama condenou o "ataque ultrajante e chocante" que matou o embaixador americano Christopher Stevens na Líbia e outros três funcionários na noite de terça-feira.

Ele disse que o serviço dos funcionários diplomáticos "exemplifica o compromisso americano com a liberdade, a justiça e a parceria com nações e pessoas ao redor do mundo, e contrasta fortemente com aqueles que tiraram suas vidas".

Mais cedo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o fato de o atentado ter ocorrido no mesmo dia dos 11 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001 só torna a ação mais simbólica, e disse que os responsáveis devem ser capturados e julgados.

Os quatro foram mortos em um ataque ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi realizado por um grupo de homens armados em retaliação à um filme americano que supostamente insulta o Islã.

O presidente ordenou o aumento da segurança nas representações americanas em todo o mundo e disse: "Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos rejeitam quaisquer esforços de insultar as crenças religiosas de outros, todos nós devemos nos opor ao tipo de violência sem sentido que tirou a vida destes servidores públicos".

É quase inevitável que este ataque coloque a política externa de Obama no centro da campanha eleitoral nos Estados Unidos, ao menos por algum tempo.

'Vergonhoso'

Opositores de Obama alegam que o presidente se mostra excessivamente simpático ao Islã e disposto a se desculpar pelos Estados Unidos no mundo.

Outros sugerem que o apoio aos movimentos da chamada Primavera Árabe permitiu que grupos antiamericanos se fortalecessem.

Horas antes, a campanha do candidato republicano à presidência, Mitt Romney, reagiu a um comunicado da embaixada americana no Cairo condenando as supostas tentativas de ofender os muçulmanos. A embaixada no Egito também foi atacada por causa do filme.

"É vergonhoso que a primeira resposta da administração Obama não tenha sido a de condenar os ataques a nossas missões diplomáticas, mas simpatizar com as pessoas que realizaram os ataques."

A Casa Branca disse que o comunicado da embaixada egípcia não passou pela aprovação do governo.

O ataque que matou os americanos em Benghazi também deve lançar um debate sobre o apoio de Obama à campanha militar da Otan na Líbia, que levou à queda do coronel Muamar Khadafi.

Na época, Romney acusou o presidente democrata de "vacilar", mas não disse se, em sua opinião, Obama estava fazendo muito ou muito pouco na situação.

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