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Astrônomo amador descobre segunda explosão estrelar por acaso

Atualizado em  29 de agosto, 2012 - 13:33 (Brasília) 16:33 GMT
Supernova

A explosão ocorrida há milhões de anos pode ser vista durante alguns meses

Menos de dois anos após descobrir uma explosão estrelar, evento chamado de supernova, um astrônomo amador avistou uma segunda explosão, as únicas já descobertas na Irlanda.

Dave Grennan, de 41 anos de idade, estava vendo o céu a partir de seu jardim em Dublin com um telescópio quando presenciou o espetáculo, na noite de 22 de agosto.

"Levei o maior susto da minha vida. Já ia dormir e ao examinar a última foto, quase caí da cadeira. Sabia exatamente o que era, que não se tratava de sujeira na minha câmera, mas de uma supernova", disse ele.

Grennan afirmou que passou as horas seguintes examinando os dados e checando se mais alguém no mundo havia relatado o fenômeno. Ele então contatou a União Astronômica Internacional que reconheceu e catalogou a descoberta como 2012.

"Fiquei muito animado de descobrir algo que não havia sido relatado em local algum do mundo antes" disse ele.

Neil Armstrong

Grennan dedicou a descoberta ao astronauta Neil Armstrong, que morreu no sábado e explica que ela não pode ser batizada com seu nome, já que "apenas objetos permanentes recebem nomes".

Segundo explica o astrônomo amador, "a explosão pode ser vista por alguns meses e depois desaparece".

A supernova descoberta foi a de uma estrela cem vezes maior que o Sol ocorrida em outra galáxia, chamada IC2 166. O astro tornou-se grande demais e não suportou seu próprio peso, segundo especialistas.

A explosão aconteceu há 123 milhões de anos-luz.

"Isso significa que a levou mais de 120 milhões de anos para a luz da explosão viajar pelas profundezas do universo até nosso planeta. É como olhar diretamente para o passado", disse ele.

O desenvolvedor de software já havia descoberto outra supernova em setembro de 2010, usando o mesmo telescópio.

Há quatro anos ele descobriu também um pequeno asteroide, de apenas 3 metros de diâmetro, batizado com o nome de sua mãe, Catherine Griffin, que encorajou seu interesse pelas estrelas quando criança.

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