'Colecionadores de Olimpíadas' reúnem histórias e souvenirs dos Jogos

Atualizado em  3 de agosto, 2012 - 07:03 (Brasília) 10:03 GMT
Viviane Rominson (Foto BBC Brasil)

Viviane já está em sua quinta Olimpíada e pretende ir ao Rio.

Vivianne Robinson participou de mais Olimpíadas do que seu compatriota Michael Phelps, o nadador que nesta semana bateu o recorde de subidas ao pódio durante os Jogos.

A diferença é que Vivianne, ficou nas arquibancadas em suas cinco Olimpíadas e, em vez de medalhas, hoje exibe, presos à roupa, broches, souvenirs e outros penduricalhos adquiridos nos lugares por onde passou para acompanhar a competição nas últimas duas décadas.

"Trabalho duro durante quatro anos para conseguir dinheiro para viajar para as competições, mas nos últimos anos foi difícil economizar por causa da crise, então tive de pedir emprestado", conta. "Sabe-se lá como vou pagar a dívida quando voltar, mas o importante é ver os Jogos e participar desta festa global."

Tirar férias não foi um problema para a americana porque atualmente ela tem um pequeno negócio próprio - nada convencional. "Escrevo nomes em grãos de arroz", explica. "Faço bijuterias com isso, amuletos. Vão ser muitas tigelas de arroz para pagar essa Olimpíada."

A americana considera-se uma espécie de "colecionadora de Olimpíadas" – uma aficionada pelos Jogos, que faz de tudo para acompanhar as competições e participar dos eventos relacionados, como a passagem da tocha Olímpica.

"Antes a tocha levava muito tempo passando por outros países, dessa vez foi bom porque circulou mais pelo país-sede, então pude acompanhá-la", afirma. "Venho aos Jogos por causa dessa mistura de pessoas de todas as partes do mundo e isso criou ainda mais oportunidades para conhecer gente interessante."

Dentro do Parque Olímpico, não é muito difícil encontrar veteranos dos Jogos - ainda que a maior parte delas adote um visual menos extravagante. Mas as motivações desses aficionados pode variar bastante - e nem sempre estão ligadas à paixão pelo esporte.

Colecionadores

Uma concentração grande de visitantes com um currículo cheio de experiências olímpicas podia ser encontrada na última quarta-feira no estande montado pela Coca-Cola para a troca de broches com motivos olímpicos, bem no centro do complexo esportivo construído no Oeste de Londres para abrigar os Jogos.

O empresário Bob Kalmuk, que participou de todas as Olimpíadas desde Los Angeles (1984), era um dos veteranos no local, mas já não sabe se são as competições esportivas ou o hobby de colecionador de broches Olímpicos que o faz viajar a cada quatro anos para a cidade-sede.

"Gosto de ver os Jogos e viajei com minha esposa, fã de tênis, mas sem dúvida a possibilidade de trocar os broches e ampliar a minha coleção também é um grande atrativo", diz enquanto analisa dois broches com ar de dúvida, para responder a uma troca proposta por outro colecionador.

Para Kalmuk, ainda não houve nenhuma Olimpíada que decepcionou em termos de organização - e a de Londres tem se mostrado bastante satisfatória no que diz respeito à infraestrutura e transporte público. "Mas os jogos de Pequim tiveram um tom mais 'grandioso' - principalmente a abertura", opina.

Colecionador mostra broches olímpicos (Foto Reuters)

Colecionador mostra broches olímpicos: hobby atrai torcedores desde os anos 1980

O hobby de colecionar broches olímpicos cresceu principalmente após os Jogos de Los Angeles, quando um número muito grande deses broches foi produzido. Hoje, tem adeptos em todo o globo.

Veteranos de muitas Olimpíadas, como Kalmuk, negociam com novatos que algumas vezes nem haviam nascido durante os Jogos de Sydney, de 2000.

Os pequenos souvenirs às vezes têm símbolos de patrocinadores ou são produzidos especialmente para atletas ou funcionários de determinadas delegações de países. Os cobiçados são os mais antigos - das Olimpíadas do início do século -, ou os mais exclusivos - como aqueles entregues somente a atletas.

Só o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (Locog) anunciou que, até o fim da Olimpíadas, terão sido produzidos mais de 2 mil designs de broches este ano.

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