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Londres 2012: Confira as maiores esperanças de medalha do Brasil

Atualizado em  25 de julho, 2012 - 05:25 (Brasília) 08:25 GMT

Cesar Cielo, Robert Scheidt, Bruno Prada, Diego Hypólito e Fabiana Murer são alguns dos atletas brasileiros favoritos a conquistarem medalhas nos Jogos de Londres 2012. Alguns deles são cotados inclusive para conquistar o ouro, como é o caso de Cielo nas provas dos 50m e 100m livres da natação.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) acredita que o Brasil terá nos Jogos de Londres 2012 um desempenho parecido com o de Pequim 2008 - quando o país conquistou 15 medalhas (três ouros, quatro pratas e oito bronzes) e ficou em 23º lugar no quadro de medalhas.

O grande salto de medalhas do país, pelo planejamento do COB, será diante da torcida brasileira daqui a quatro anos, no Rio de Janeiro.

Confira abaixo uma lista das grandes esperanças de medalha do Brasil em Londres 2012 e conheça um pouco mais a carreira de cada um.

Veja também Clique as esperanças de medalha do Brasil menos conhecidas do grande público.

1. Cesar Cielo

Cesar Cielo

Brasileiro chega a Londres 2012 com dois recordes mundiais ainda não superados

Esporte: Natação - 50m e 100m livres e revezamento 4x100m livre

Nascimento: 10 de janeiro de 1987 (22 anos)

Estreia: 29 de julho, às 8h41 (horário de Brasília)

Pontos altos: Cesar Cielo é um dos mais vitoriosos nadadores sul-americanos da história. Desde sua medalha de ouro, nos Jogos de Pequim em 2008, ele vem dominando a prova dos 50m livres. Ele é o atual recordista mundial dos 50m e 100m livre. Pela primeira vez, um nadador brasileiro chega às Olimpíadas com seu recorde mundial ainda de pé.

Pontos baixos: Em 2011, ele foi pego em um exame antidoping. Cielo alega que um suplemento de cafeína que costuma tomar foi contaminado com uma substância proibida no laboratório de manipulação. Ele recebeu apenas uma advertência, o que gerou desconfiança entre alguns nadadores.

Você sabia? Cielo costuma espalhar pelo seu quarto bilhetes com recados motivacionais e frases de efeito, como "O problema é você mesmo. Aprenda a lidar com isso e se vire".

2. Robert Scheidt e Bruno Prada

Robert Scheidt e Bruno Prada

Robert Scheidt pode se tornar o maior medalhista brasileiro da história

Esporte: Vela - classe Star

Data de nascimento: 15 de abril de 1973 (39 anos) e 31 de julho de 1971 (40 anos)

Estreia: 29 de julho, às 8h (horário de Brasília)

Pontos altos: Robert Scheidt pode se tornar o maior medalhista brasileiro da história dos Jogos Olímpicos. Basta ele ganhar um bronze para superar o atual recordista, Torben Grael (Grael possui cinco medalhas, mas Scheidt o superaria no número de pratas). Caso conquiste o ouro, Scheidt será o único tricampeão olímpico brasileiro. Ele já conquistou ouros em Atlanta 1996 e Atenas 2004 e foi eleito em duas ocasiões o melhor velejador do mundo.

Pontos baixos: Scheidt já ganhou duas Olimpíadas na classe Laser, mas ainda não conseguiu um título na Star. Londres 2012 será sua última oportunidade de fazê-lo, já que a categoria não fará mais parte das Olimpíadas. Isso foi um golpe duro para Scheidt, que já prometeu se aposentar nos Jogos do Rio em 2016, diante da sua própria torcida.

Você sabia? O parceiro de Scheidt na vela, Bruno Prada, precisou ganhar mais de 10kg em três anos para ajudar a dupla a controlar melhor o barco.

3. Diego Hypólito

Diego Hypólito

Diego Hypólito é um dos ginastas mais vencedores de sua geração

Esporte: Ginástica artística - solo

Data de nascimento: 19 de junho de 1986 (26 anos)

Estreia: 5 de agosto, às 10h (horário de Brasília)

Ponto alto: Diego Hypólito é um dos mais vencedores ginastas da sua geração. Ele venceu duas vezes o Campeonato Mundial, no solo, em 2005 e 2007. Um de seus melhores momentos foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007, diante da torcida brasileira, no Rio de Janeiro.

Ponto baixo: Em Pequim 2008, havia grande expectativa de que Hypólito ganharia uma medalha de ouro. Sua rotina incluía dois movimentos difíceis criados pelo próprio ginasta. Em seu salto final, no entanto, ele caiu, e acabou a competição em sexto lugar. Depois da derrota, ele mal conseguia conter sua decepção.

4. Fabiana Murer

Fabiana Murer

Em Londres, Fabiana Murer quer superar trauma de Pequim 2008

Esporte: Salto com vara

Data de nascimento: 16 de março de 1981 (31 anos)

Estreia: 4 de agosto, às 6h20 (horário de Brasília)

Ponto alto: Fabiana Murer ganhou a primeira medalha de ouro da história do Brasil no Mundial de Atletismo do ano passado, disputado na Coreia do Sul. A marca de 4,85 metros, que ela já havia atingido este ano na Espanha, é o atual recorde sul-americano.

Ponto baixo: Em Pequim 2008, devido a um problema com os organizadores, uma de suas varas sumiu durante a competição. Depois de uma briga com a organização, Murer precisou tomar emprestada o equipamento de outra atleta. Ela terminou a competição em décimo lugar. Prejudicada pelos organizadores, ele prometeu nunca mais competir na China.

Você sabia? Fabiana Murer é treinada pelo técnico renomado Vitaly Petrov (homônimo do piloto de F1), que trabalhou com a saltadora russa Yelena Isinbayeva. A russa é tida como uma das maiores atletas da história da categoria, e detém o atual recorde mundial e ouro olímpico.

5. Maurren Maggi

Maurren Maggi. Foto: Wander Roberto/COB

Maurren Maggi passou dois anos afastada do esporte, mas conquistou ouro olímpico na volta

Esporte: Salto em distância

Data de nascimento: 25 de junho de 1976 (36 anos)

Estreia: 7 de agosto, às 15h05 (horário de Brasília)

Ponto alto: Maggi é a atual campeã olímpica. Em Pequim 2008, ela saltou 7,04 metros em sua primeira tentativa. Sua medalha foi a primeira de ouro do atletismo brasileiro feminino. Maggi também conquistou duas medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos.

Ponto baixo: A atleta não esteve nos Jogos de Atenas em 2004 devido a um escândalo de doping. Ela foi afastada do esporte por dois anos e praticamente abandonou sua carreira até 2006, quando resolveu voltar.

Você sabia? Maurren Maggi praticou muitos esportes e atividades - como vôlei, natação, basquete e até mesmo xadrez - antes de se decidir pelo salto em distância. Ela foi casada com o ex-piloto de F1 Antonio Pizzonia.

6. Larissa and Juliana

Juliana e Larissa

Juliana e Larissa chegam a Londres 2012 no topo do ranking feminino olímpico

Esporte: Vôlei de praia

Data de nascimento: 14 de abril de 1982 (30 anos) e 27 de julho de 1983 (28 anos)

Estreia: 28 de julho, horários ainda não definidos

Ponto alto: Juliana e Larissa chegam a Londres 2012 no topo do ranking olímpico feminino. Em 2011, elas conquistaram sua primeira medalha de ouro no Campeonato Mundial de Roma. Na final, elas derrotaram as americanas Walsh e May, que eliminaram as duplas brasileiras nas últimas duas Olimpíadas.

Ponto baixo: Em Pequim 2008, os torcedores brasileiros esperavam que Juliana e Larissa conseguissem pôr fim ao reinado de Walsh e May. Mas a poucos dias da partida, as brasileiras tiveram que abandonar os Jogos, devido a uma lesão grave de Juliana.

Você sabia? Uma dupla brasileira - Jacqueline e Sandra - conquistou a primeira medalha de ouro olímpica da história, em Atlanta 1996.

7. Emanuel and Alison

Alison e Emanuel

Alison e o multicampeão Emanuel jogam juntos desde 2010

Esporte: Vôlei de praia

Data de nascimento: 13 de abril de 1973 (39 anos) e 7 de dezembro de 1985 (26 anos)

Estreia: 28 de julho, horários ainda não definidos

Ponto alto: Emanuel é um dos maiores vencedores da história do vôlei de praia. Ele foi eleito o melhor jogador do mundo da década de 1990. Em Atenas 2004, ele ganhou o ouro ao lado de seu antigo parceiro, Ricardo Santos, e ofereceu sua medalha a Vanderlei de Lima, o maratonista brasileiro que havia sido atacado por um espectador quando liderava a prova.

Ponto baixo: Emanuel e Alison jogam juntos desde 2010. No ano passado, em um Mundial em Roma, torcedores italianos jogaram laranjas na quadra em um protesto político contra o governo brasileiro, que havia dado asilo político a Cesare Battisti, um italiano condenado por atentados pela Justiça do país.

Você sabia? De acordo com o COB, Emanuel gosta de visitar um cemitério de uma cidade pequena no interior da Áustria para se concentrar antes dos Jogos.

8. Vôlei masculino

Vôlei brasileiro

Vôlei brasileiro tenta conquistar a terceira medalha de ouro em olimpíadas

Estreia: 29 de julho, às 18h (horário de Brasília), contra a Tunísia

Ponto alto: A medalha de prata obtida nos Jogos de Los Angeles de 1984 foi um marco na história do vôlei brasileiro. Até então, o país nunca havia conquistado um grande resultado em Jogos Olímpicos. A Geração de Prata abriu caminho para o ouro olímpico nos Jogos de Barcelona, oito anos depois, que foi o primeiro da história dos esportes coletivos do Brasil. O ouro foi repetido em Atenas 2004, e hoje em dia o Brasil é visto como uma potência no esporte.

Ponto baixo: Em 2000, o Brasil era favorito em quase todos os torneios que disputava. No entanto, nas Olimpíadas de Sydney, a equipe foi derrotada pela Argentina e não conseguiu nem sequer ganhar uma medalha.

A seleção do técnico Bernardinho que chega a Londres 2012 não teve um ano bom até agora. Estes jogos devem marcar a despedida de Giba. A equipe favorita no torneio masculino é a Polônia.

Você sabia? A delegação brasileira em Londres 2012 - com 259 atletas - está sendo liderada por Bernard Rajzman, medalhista de prata em Los Angeles 1984 e criador do famoso saque "Jornada nas Estrelas".

9. Vôlei feminino

Vôlei brasileiro feminino

Americanas são as principais adversárias das brasileiras no vôlei feminino

Estreia: 28 de julho, às 18h (horário de Brasília), contra a Turquia

Pontos altos: A seleção feminina do Brasil começou a dominar o cenário mundial nos anos 1990. Desde então, a equipe venceu praticamente todos os torneios do mundo. Em Pequim 2008, as jogadoras conquistaram o inédito ouro olímpico. Em 2009, elas perderam apenas duas partidas em todo o ano.

A base da atual equipe é o mesmo time que foi campeão da última Olimpíada. As principais rivais das brasileiras são as americanas.

Pontos baixos: Em Atenas 2004, havia grandes expectativas de medalha, mas a seleção sequer chegou ao pódio. O Brasil foi derrotado pela Rússia na semifinal e pelos arquirrivais Cuba na disputa da medalha de bronze.

10. Futebol masculino

Neymar

Neymar é grande esperança do Brasil na busca pelo primeiro ouro do futebol

Estreia: 26 de julho, às 15h45 (horário de Brasília), contra o Egito

Pontos altos: O futebol olímpico só passou a ter atletas profissionais desde 1984. Até então, havia pouco interesse na modalidade, que era dominada por seleções do bloco soviético. O ponto alto do Brasil em olimpíadas, até agora, foram as medalhas de prata em Los Angeles 1984 e Seul 1988.

Como em outros anos, a seleção de Mano Menezes é uma das favoritas a levar o ouro, graças a seus jovens craques, como Neymar, Leandro Damião, Oscar, Paulo Henrique Ganso e Pato. O atacante Hulk, o lateral esquerdo Marcelo e o zagueiro Thiago Silva são os atletas com mais de 23 anos convocados por Mano para ajudar a geração mais jovem de atletas.

Pontos baixos: Este é o único torneio de futebol que o Brasil nunca ganhou, como os jogadores já devem estar cansados de ouvir. O Brasil não conseguiu nem garantir vaga em 1992 e 2004, mas o ponto baixo mais lembrado é a derrota para a Nigéria, na semifinal de Atlanta 1996. O Brasil vencia por 3 a 1 até os minutos finais, mas permitiu o empate e foi eliminado na prorrogação, na morte súbita. A equipe sequer subiu ao pódio para receber a medalha de bronze.

11. Futebol feminino

Marta

Marta foi eleita cinco vezes a melhor do mundo, mas nunca ganhou Copa ou Olimpíadas

Estreia: 25 de julho, às 15h45 (horário de Brasília), contra Belarus

Pontos altos: O futebol feminino está apenas na sua quarta olimpíada. Apesar disso, as brasileiras já igualaram os homens em número de medalhas olímpicas. O Brasil conquistou a prata em Atenas 2004 e Pequim 2008. Em ambas as ocasiões, elas foram derrotadas pelos Estados Unidos, que ganharam todos os ouros disputados - com exceção de Sydney 2000.

Ponto baixo: A derrota do Brasil para a Alemanha em Sydney 2000, na disputa pelo bronze, teve uma forte repercussão negativa no Brasil. Alguns patrocinadores de clubes brasileiros de futebol feminino acreditavam que o Brasil voltaria com o ouro para casa. A derrota foi usada como motivo para que muitas divisões femininas fossem fechadas, obrigando as atletas brasileiras a continuar suas carreiras no exterior. Até hoje, o futebol feminino do Brasil nunca se recuperou deste golpe.

Você sabia? A atacante Marta é considerada a melhor jogadora de todos os tempos. A jogadora de 26 anos atua pelo clube sueco Tyresö FF. Ela já foi eleita em cinco ocasiões a melhor jogadora do mundo. Apesar de sua destacada carreira, ela nunca ganhou uma Copa do Mundo ou uma medalha de ouro olímpica.

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