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Morre mãe do primeiro bebê de proveta

Atualizado em  21 de junho, 2012 - 08:53 (Brasília) 11:53 GMT
Foto: PA

O doutor Robert Edwards, Lesley Brown, a filha Louise Brown e o neto Cameron em 2008, na celebração dos 30 anos da primeira fertilização in vitro com êxito

A mulher que deu à luz o primeiro bebê de proveta no mundo morreu aos 64 anos na Grã-Bretanha.

Lesley Brown, 64 anos, que morava em Bristol, fez história em julho de 1978, quando sua filha Louise nasceu no Hospital Geral de Oldham, no norte da Inglaterra.

Na época em que fez o tratamento para ter um bebê, Lesley tentava ficar grávida de seu marido John havia nove anos.

Ela concebeu com sucesso após o tratamento pioneiro, conduzido pelos médicos Patrick Steptoe e Edwards Robert.

Lesley morreu no Royal Infirmary de Bristol em 6 de junho, com sua família a seu lado.

Ela deixa as filhas Louise e Natalie, ambas nascidas após o tratamento de fertilização in vitro, a enteada Sharon e cinco netos.

Seu marido morreu há cinco anos.

Louise Brown disse: "Minha mãe era uma pessoa muito tranquila e privada, que acabou no palco do mundo porque queria muito uma família".

"Estamos todos sentindo falta dela terrivelmente."

História

Lesley Brown é parte da história da medicina. Quando em 1978 ela deu à luz seu "bebê de proveta", também deu à luz ao tratamento de fertilização in vitro trazendo esperança a milhões de casais no mundo inteiro.

Sua filha Louise foi a primeira dos cerca de quatro milhões de crianças nascidas por fertilização in vitro desde então.

Em uma entrevista em 2008, Lesley disse que estava tão desesperada para ter um bebê que toparia qualquer coisa.

Suas trompas de falópio eram bloqueadas, o que impossibilitava qualquer tentativa de engravidar naturalmente.

Em 1976, ela ouviu falar sobre as novas pesquisas de Patrick Steptoe e Robert Edwards, e concordou em se submeter ao procedimento experimental.

Embora outras mulheres tivessem recebido ovos fertilizados, Lesley foi a primeira a manter a gravidez para além de algumas semanas.

A atenção em torno de sua gravidez trouxe preocupações com a segurança do bebê.

Edwards disse em uma entrevista em 2008: "Nós estávamos preocupados que ela perdesse o bebê, porque a imprensa estava perseguindo Lesley por toda Bristol, onde ela morava."

"Então, secretamente Patrick Steptoe escondeu Lesley em seu carro e a levou para a casa de sua mãe na cidade de Lincoln."

Robert Edwards ganhou o Nobel de Medicina em 2010 pelo experimento que resultou na inseminação de Lesley.

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