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Área industrial vira reserva natural no coração de Londres

Atualizado em  20 de junho, 2012 - 14:57 (Brasília) 17:57 GMT
  • Foto: Terry Wilson
    Bem perto do parque olímpico e do centro de Londres, fica uma região pouco conhecida entre turistas e mesmo entre moradores da cidade. A reserva natural que ocupou o que sobrou de uma antiga área industrial é o terceiro “tesouro escondido” que a equipe da BBC Brasil apresenta na série Minha Londres. Foto: Terry Wilson
  • Foto: Silvia Salek
    A reserva é dividida em várias partes que ganham a denominação geral de Lee Valley Park (Parque do Vale do Lee). Suas inúmeras atrações se estendem pelas margens do canal, que já foram palco de assentamentos romanos, de ataques de Vikings, da Revolução Industrial e, mais recentemente, de bombardeios da Segunda Guerra. "Muitas das invenções das quais o mundo desfruta hoje surgiram aqui", disse à BBC Brasil o historiador Jim Lewis. Foto: Silvia Salek
  • Foto: Silvia Salek
    Mas a decadência do período pós-guerra, ainda visível em detalhes como galpões abandonados às margens do canal, deu lugar a um impressionante processo de regeneração. Não só natural, como também cultural e econômica. Muitas dessas fábricas abandonadas são residências de artistas alternativos que ajudam a fazer de Londres uma referência cultural em todo o mundo. Foto: Silvia Salek
  • Foto: Silvia Salek
    A região esteve no centro de uma polêmica recente por conta de uso de parte de sua área para as olimpíadas. Um trecho da área alagada, das chamadas marshes, vai virar um estacionamento para portadores de deficiência física, mas só durante o período dos jogos. Depois, a promessa é devolver o lugar à natureza. Foto: Silvia Salek
  • Foto: Silvia Salek
    Outro exemplo de regeneração é o destino de um antigo reservatório de água da era vitoriana, dourante o reinado da rainha Victoria, que governou o país no auge do Império Britânico. No lugar de “piscinas”, onde a água que abastecia parte da cidade era acumulada e filtrada, a plantas voltaram, aos poucos, a crescer. Foto: Silvia Salek
  • Foto www.visitleevalley.org.uk
    Árvores e arbustos são mantidos em diferentes estágios de evolução pelos funcionários do parque, muitos deles voluntários, para permitir uma riqueza variada de espécies como a flor da foto acima, um tipo de orquídea. Foto :www.visitleevalley.org.uk
  • Foto: www.visitleevalley.org.uk
    Um túnel de madeira construído por cima do antigo reservatório virou um ponto de observação de pássaros, passatempo comum entre muitos britânicos. Munidos com seus binóculos, eles passaram horas em busca de aves raras cujas fotos são exibidas na parede, para permitir que leigos e iniciantes os identifiquem. Foto: www.visitleevalley.org.uk
  • Foto: Terry Wilson
    Na região também é possível ver diversos Council Estates, equivalentes aos conjuntos habitacionais brasileiros, que foram erguidos após a destruição provocada pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. A foto acima mostra o trabalho de um artista que expôs fotos dos antigos moradores em um dos edifícios. Foto: Terry Wilson
  • Foto: Silvia Salek
    As olimpíadas trouxeram inúmeros investimentos para esta parte de Londres, que ainda tem diversos bolsões de pobreza. A foto acima mostra uma academia ao ar livre construída em um dos parques da reserva, que se estende por cerca de 42 quilômetros entre o norte e o leste da cidade. Foto: Terry Wilson
  • Foto: www.visitleevalley.org.uk
    Uma parte do canal é repleta de barcos que servem também de residência. É possível alugar um embarcação e navehgar pelo trajeto que liga Hertfordshire, no norte, até o rio Tâmisa, mais ao sul. Foto: www.visitleevalley.org.uk
  • Foto: Terry Wilson
    Apesar do cenário bucólico, críticas também foram feitas à limpeza apenas superficial do canal, que será usado, mais ao norte, em provas de canoagem. As margens passaram também por uma "reforma" estética, no conhecido estilo "para inglês ver". Foto: Terry Wilson
  • Foto: Silvia Salek
    Além dos barcos, outro meio de transporte comum nos parques é a bicicleta. Uma ciclovia na beira do rio permite um passeio que começa na altura do parque olímpico e se estende até Hertfordshire. Só a ida dura cerca de cinco horas. Foto: Silvia Salek
  • Foto: www.visitleevalley.org.uk
    A pedalada leva o visitante para outros "tesouros" como a Gatehouse, vista acima. É uma construção medieval, uma das primeiras feitas de tijolos no país. "Não consigo entender como se conhece tão pouco de toda essa região. Espero que as Olimpíadas façam alguma diferença", disse à BBC Brasil o historiador Jim Lewis, autor de livros sobre a área. Foto: www.visitleevalley.org.uk
  • Foto: www.visitleevalley.org.uk
    Dentro da reserva, o visitante praticamente "tropeça" em história. Esta foto mostra as Docas das Índias Orientais, de onde chegavam os famosas especiarias da Índia no século 19 e por onde também eram exportados produtos britânicos para o resto do mundo. Foto: www.visitleevalley.org.uk

Tesouro histórico e natural

Bem perto do parque olímpico e do centro de Londres, fica uma região pouco conhecida entre turistas e mesmo entre moradores da cidade. A reserva natural que ocupou o que sobrou de uma antiga área industrial é mais um "tesouro escondido" da capital britânica.

Esta é a terceira das galerias de fotos semanais que mostrarão a diversidade de Londres ao longo das cinco semanas que faltam para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012. Os temas das galerias foram escolhidos pelos jornalistas da BBC Brasil, retratando ângulos pouco conhecidos da capital britânica que servem como exemplo da singularidade da cidade.

A reserva é dividida em várias partes que ganham a denominação geral de Lee Valley Park (Parque do Vale do Lee, em tradução livre). Suas inúmeras atrações se estendem pelas margens do canal, que já foram palco de assentamentos romanos, de ataques de Vikings, da Revolução Industrial e, mais recentemente, de bombardeios da Segunda Guerra.

Mas a decadência do período pós-guerra, ainda visível em detalhes como galpões abandonados às margens do canal, deu lugar a um impressionante processo de regeneração. Não só natural, como também cultural e econômica. Muitas dessas fábricas abandonadas são residências de artistas alternativos que ajudam a fazer de Londres uma referência cultural em todo o mundo.

"Não consigo entender como se conhece tão pouco de toda essa região. Espero que as Olimpíadas façam alguma diferença", disse à BBC Brasil o historiador Jim Lewis, autor de livros sobre a área.

A região esteve no centro de uma polêmica recente por conta de uso de parte de sua área para as olimpíadas. Um trecho da área alagada, das chamadas marshes, vai virar um estacionamento para portadores de deficiência física, mas só durante o período dos jogos. Depois, a promessa é devolver o lugar à natureza.

Lee Valley Regional Park: http://www.leevalleypark.org.uk/

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