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Rascunho da declaração da Rio+20 é aprovado em meio a duras críticas

Atualizado em  19 de junho, 2012 - 15:08 (Brasília) 18:08 GMT
Rio+20 | Foto: Reuters

Entidades de defesa do meio-ambiente alegaram que texto final da Rio+20 carece de conteúdo.

O rascunho final do texto da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, foi aprovado em plenário nesta terça-feira por delegados dos países participantes em meio a duras críticas de entidades de defesa do meio ambiente.

O documento, agora, será encaminhado à aprovação dos líderes mundiais.

O objetivo do texto é convencer a humanidade a seguir um caminho mais sustentável, reduzindo a pobreza e preservando o meio ambiente.

Fontes ligadas ao tema, entretanto, afirmaram que as discussões fomentaram uma polêmica em torno de uma série de pontos.

O documento, por exemplo, pede "uma ação urgente" contra a produção e o consumo insustentável, mas não dá detalhes nem estabelece um cronograma de como essa meta poderá ser atingida.

Por outro lado, o texto reafirma os compromissos que os países fizeram para encerrar os subsídios aos combustíveis fósseis "danosos e ineficientes".

Críticas

Entidades ligadas à defesa do meio ambiente afirmaram que o rascunho final carece de "conteúdo significativo".

Segundo o diretor de política e campanhas da organização Friends of the Earth, Craig Bennett, que acompanhou as negociações no Rio, "a minuta do texto revela que falta às negociações do Rio o poder de fogo necessário para solucionar o problema global que enfrentamos".

"Os países desenvolvidos têm falhado seguidamente em viver dentro dos limites do planeta - e agora eles precisam acordar para o fato de que, até a economia mundial se recuperar, estaremos pisando em rachaduras cada vez maiores", acrescentou Bennett.

Mais de cem chefes de estado e governo são esperados no Rio de Janeiro na próxima quarta-feira para a aprovação do texto.

Entre os líderes, estará presente o recém-eleito presidente da França, François Hollande.

O primeiro-ministro inglês, David Cameron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, não virão e serão substituídos por seus ministros.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também não confirmou presença, ainda que especulações sobre sua eventual vinda tenham surgido recentemente.

A Rio+20 ocorre 20 anos depois da Eco-92, também chamada de Cúpula da Terra.

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