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Óleo de peixe não ajuda a prevenir demência, dizem pesquisadores

Atualizado em  13 de junho, 2012 - 08:49 (Brasília) 11:49 GMT
Óleos de peixe (PA)

Óleos de peixe não ofereceriam mais proteção que analgésicos

Consumir óleo de peixe e outros suplementos ricos em ômega-3 para evitar a demência pode ser uma perda de tempo, de acordo com pesquisadores.

Esses suplementos não oferecem mais proteção do que analgésicos, de acordo com conclusões da equipe que integra o Cochrane Reviews, um coletivo de profissionais da área médica de diferentes países que analisa temas diversos sobre cuidados de saúde.

O coletivo analisou três estudos sobre o tema, que envolveram 3.500 pessoas. A análise foi publicada na revista especializada National Academy of Sciences.

Mas especialistas afirmam ser necessário realizar mais pesquisas para se alcançar resultados mais conclusivos.

A pesquisa recém-divulgada rastreou a saúde de pessoas que consumiam óleos de peixe ao longo de três anos e meio, por isso ainda não está claro se os efeitos de óleos podem ser benéficos quando consumidos por um período mais extenso.

Sem benefícios

Alan Dangour, nutricionista da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, afirmou que ''a partir dos estudos, parece que o consumo de ômega-3 não oferece qualquer benefícios a pessoas mais velhas''.

''Portanto, as evidências, até o momento, são muito decepcionantes. Mas ainda há uma questão em aberto. Se realizarmos uma pesquisa mais longa, o que ela iria mostrar? O consumo de peixes faz parte de uma dieta saudável e nós ainda seguimos apoiando a recomendação de comer duas porções por semana, inclusive uma de peixes oleosos'', afirmou Dangour.

Peixes oleosos como cavala, salmão e sardinhas, também são ricos em ômega-3, e o consumo deste é recomendado por especialistas, em particular pelos benefício na redução de risco de doenças cardíacas.

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