BBC navigation

Após morte de filha, mãe cria fundo para tratar crianças com câncer raro

Atualizado em  29 de maio, 2012 - 13:28 (Brasília) 16:28 GMT
Chelsea Knighton/ Divulgação: Chelsea´s Angels

Chelsea Knighton morreu em 2009 antes que a quantia para seu tratamento fosse arrecadada

Depois que sua filha de três anos morreu de um tipo raro de câncer em 2009, Emma Knighton e seu marido Andy criaram uma entidade não governamental na Grã-Bretanha para ajudar famílias com o mesmo problema a levantar fundos para o tratamento.

Chelsea sofria de neuroblastoma, câncer raro, para o qual não há tratamento no país. A doença atinge principalmente crianças e é localizado na glândula supra-renal.

Os custos médicos nos Estados Unidos eram de 450 mil libras (mais de R$ 1,4 milhão ou cerca de US$ 700 mil) em média. A família de Chelsea estava tentando levantar a quantia quando a filha morreu.

"Essas crianças não têm tempo", diz Emma, explicando que muitas famílias não conseguem arrecadar a quantia rápido o suficiente.

"Depois de diagnosticadas, ou quando as famílias percebem que não há tratamento no país, muitas começam a arrecadar dinheiro para chegar aos US$ 700 mil necessários para o tratamento nos EUA."

"Sabemos que existem alguns testes disponíveis, mas a menos que o paciente se enquadre exatamente no que desejam os pesquisadores, ele não é disponibilizado."

"Não havia nada para a Chelsea, portanto começamos a levantar dinheiro."

"Esses podem ser os últimos meses da vida do seu filho e lá está você, correndo freneticamente para levantar dinheiro para uma operação que pode salvar sua vida. É errado", diz ela.

"Criança nenhuma deveria morrer porque não foi arrecadado dinheiro o bastante."

O Departamento Nacional de Saúde, equivalente ao Ministério da Saúde, diz que neste ano deve aumentar o número de tratamentos experimentais para casos adiantados de neuroblastoma.

No entanto, o órgão ressalta a decisão de disponibilizar grátis o tratamento nos hospitais locais.

* Com informações de Elinor Cross da BBC News

Leia mais sobre esse assunto

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.