Jamie Oliver e Steven Gerrard defendem aulas de culinária nas escolas contra obesidade

Atualizado em  6 de maio, 2012 - 12:44 (Brasília) 15:44 GMT
Steven Gerrard e Jamie Oliver (PA)

Gerrard e Oliver são signatários de carta para premiê britânico

O chef britânico Jamie Oliver e o jogador de futebol da seleção inglesa Steven Gerrard querem que o governo de seu país combata a obesidade com aulas de culinária nas escolas.

Eles se uniram a nomes importantes das áreas de saúde e educação como signatários de uma carta enviada ao primeiro-ministro David Cameron, sugerindo mudanças no currículo escolar.

A carta diz que todos os alunos entre quatro e 14 anos de idade seriam beneficiados com aulas sobre alimentação e defende que a "honra" de sediar a Olimpíada de 2012 foi "manchada pelo fato vergonhoso de a Grã-Bretanha ser a nação mais gorda da Europa".

'Batata frita em frente à TV'

O presidente do Fórum Nacional de Obesidade, David Haslam, que também assinou a carta, disse: "A Olimpíada de 2012 oferece a oportunidade perfeita para melhorar a saúde da nação e reduzir o fardo da obesidade."

"No entanto, sentar em frente à televisão, torcendo por nossos atletas de elite, enquanto comemos batata frita e chocolate, e tomamos bebidas cheias de açúcar, é completamente contraproducente", defendeu ele.

Ensinar crianças a preparar refeições nutritivas para eles próprios e suas famílias seria um passo importante no combate a uma epidemia de obesidade, segundo a carta.

Ainda de acordo com os ativistas, sem essa habilidade, as pessoas têm menos chances de controlar sua dieta de forma efetiva e passam a recorrer a comidas semi-prontas ou a fast-food.

Exercício e comida saudável

Jamie Oliver já fez campanha por lanches mais saudáveis nas escolas britânicas, enquanto Gerrard é embaixador do programa "Get Up, Get Moving", criado para promover atividade física e alimentação saudável.

Além da defesa das aulas obrigatórias de culinária, a carta também frisa a necessidade de se ter mais atletas servindo como exemplo de um estilo de vida ativo para crianças.

"A Grã-Bretanha tem hoje a mais alta taxa de obesidade da Europa, com uma em cada três crianças acima do peso ou obesa até a idade de nove anos. Precisamos agir agora, mas não vamos vencer essa luta sozinhos", disse o presidente do Royal College of Paediatrics and Child Health, Terence Stephenson, mais um signatário da carta.

"Pais, escolas, profissionais de saúde e o governo precisam se unir para combater essa crise de obesidade."

O Ministério de Educação britânico disse estar revisando o currículo escolar nacional e afirmou que fará um anúncio sobre o assunto no futuro.

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