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Ministro diz que CPI não afetará Copa e atrasos serão superados

Atualizado em  26 de abril, 2012 - 14:27 (Brasília) 17:27 GMT
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo

Rebelo disse que não há obstáculo importante a ser removido para a realização da Copa do Mundo

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira que a CPI Cachoeira e a possível saída da Delta Construções das obras da Copa do Mundo de 2014 não afetarão a realização do evento.

"A CPI não afetará em nada o desenvolvimento dos projetos e das obras para a Copa", disse Rebelo, em entrevista coletiva à imprensa estrangeira.

"Outras empresas a substituirão, se a Delta deixar (as obras). Como já aconteceu no Maracanã", disse. "Sem qualquer problema."

A construtora decidiu abandonar o consórcio responsável pela reforma do estádio do Maracanã, no Rio, após denúncias de envolvimento no esquema de corrupção comandado pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o "Carlinhos Cachoeira".

Além da reforma no Maracanã, a Delta também está envolvida em outros projetos relativos à Copa, como obras de mobilidade urbana em Fortaleza.

Atrasos

Ao ser questionado sobre os atrasos em obras relativas à Copa, Rebelo disse que "a maior parte dos estádios está com seu cronograma adiantado" e que os atrasos são de apenas "1% a 2%", e podem ser recuperados dentro do prazo para a entrega.

Sobre as obras de infraestrutura, Rebelo disse que algumas já foram entregues, outras estão em construção, e outras dependem ainda de licenciamento.

"Mas isso não afetará a entrega dessas obras. No fim deste ano já entregaremos parte dos estádios. Outros, no fim de 2013. A Copa é só em 2014", afirmou. "Nós construímos a capital do Brasil em quatro anos."

Rebelo disse ainda que não há nenhum obstáculo importante a ser removido para a realização da Copa e observou que a Lei Geral da Copa (já aprovada pela Câmara) é um detalhamento de compromissos já assumidos pelo governo com os organizadores.

Em relação às críticas ao Brasil pelo andamento dos preparativos, o ministro disse que são recebidas "com espírito aberto". "Mas também não nos deixamos pressionar por elas."

Fifa

Ao comentar a relação do governo com a Fifa, que tem sido marcada por alguns atritos, Rebelo disse que ambos têm o interesse comum de realizar uma grande copa do mundo.

"Mas a Fifa, embora seja muito representativa, é uma entidade privada. O governo zela pelo interesse público e pelo interesse nacional", afirmou.

"Conversamos sobre as diferenças, tendo como base o interesse comum e boas relações com a Fifa."

Rebelo disse que nada mudou com a saída de Ricardo Teixeira - que em março deixou a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o comitê de organização da Copa do Mundo e o comitê executivo da Fifa.

"As relações do governo com os organizadores são relações formais, baseadas no esforço comum pela realização de uma boa copa Copa do Mundo", afirmou.

"Nós estamos mantendo o mesmo status com o novo presidente (da CBF e do comitê organizador, José Maria Marin), de cooperação e independência."

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