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Artista japonês transforma animais conservados em objetos de arte

Atualizado em  18 de abril, 2012 - 04:56 (Brasília) 07:56 GMT
  • Foto: Iori Tomita
    O artista japonês Iori Tomita utiliza um método científico para transformar animais conservados em laboratório em objetos de arte. Acima, parte de sua exposição no Aquário de Tóquio.
  • Foto: Iori Tomita
    Para conseguir o resultado, Tomita, que é formado em Ciências Pesqueiras na Universidade de Kitasato, remove as coberturas do animais, que são conservados em formol. Acima, o peixe conhecido como "Korean Rockfish" (Sebastes schlegelii).
  • Foto: Iori Tomita
    Depois, é preciso modificar as proteínas do corpo dos animais com químicos, para deixá-los transparentes. Na foto, o camaleão-de-três-chifres (Cbamaeleo jacksonii).
  • Foto: Iori Tomita
    Por fim, ele injeta um pigmento magenta nos ossos dos animais e um colorante azul em suas cartilagens. Os organismos são preservados em vasos com glicerina. Na imagem acima, o peixe Lethotremus awae.
  • Foto: Iori Tomita
    Em seu site, o artista explica que o procedimento foi criado para permitir o estudo dos esqueletos dos animais. O processo leva entre 5 meses e um ano. Na foto, um camundongo (Mus musculus).
  • Foto: Iori Tomita
    Para suas obras, ele explica que procurou refinar o processo de coloração dos esqueletos, para criar tons diferentes. Na imagem, um jabuti (Testudinidae spp).
  • Foto: Iori Tomita
    Tomita diz que cria espécies transparentes "como objetos que farão com que as pessoas se sintam mais próximas das maravilhas da vida". A foto acima mostra um cavalo-marinho espinhoso (Hippocampus histrix).
  • Foto: Iori Tomita
    Segundo ele, os objetos finais podem ser enxergados como experimentos científicos, obras de arte e até como "uma porta de entrada para a filosofia". Na imagem, lulas pigmeias do Norte (Idiosepius paradoxus).

Conservados em cores

O artista japonês Iori Tomita utiliza um método científico para transformar animais conservados em laboratório em objetos de arte.

Para conseguir o resultado, Tomita, que é formado em Ciências Pesqueiras na Universidade de Kitasato, modifica as proteínas do corpo dos animais com químicos, para deixá-los transparentes.

Em seguida, ele injeta um pigmento magenta nos ossos dos animais e um colorante azul em suas cartilagens.

Em seu site, o artista explica que o procedimento foi criado para permitir o estudo dos esqueletos dos animais.

Tomita diz que cria espécies transparentes "como objetos que farão com que as pessoas se sintam mais próximas das maravilhas da vida".

Segundo ele, os objetos finais podem ser vistos como experimentos científicos, obras de arte e até como "uma porta de entrada para a filosofia".

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