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Hillary diz que EUA 'mal podem esperar' mais turistas e estudantes brasileiros

Atualizado em  16 de abril, 2012 - 15:04 (Brasília) 18:04 GMT
Hillary Clinton em Brasília. AFP

Secretária de Estado foi cobrada por industriais brasileiros para um acordo de bitributação

Uma semana depois da visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o secretário do Interior, Ken Salazar, reforçaram em Brasília a ofensiva de seu governo para atrair mais brasileiros.

"Queremos ver mais turistas do Brasil", disse Hillary, em discurso na CNI (Confederação Nacional da Indústria).

"Nós mal podemos esperar para dar as boas vindas aos futuros cientistas do Brasil em nosso país", afirmou, ao comentar a recente passagem de Dilma pela Universidade de Harvard e pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) para promover o programa Ciência sem Fronteiras.

O programa tem como meta enviar 101 mil bolsistas para estudar no exterior - 75 mil financiados pelo governo.

A expectativa é de que cerca de um quinto deles tenha como destino os Estados Unidos.

Isenção de visto

Antes de Hillary, Salazar já havia dito que os EUA querem que, ao chegar, os brasileiros se sintam bem recebidos, inclusive com "sorrisos nos rostos" dos funcionários nos aeroportos americanos.

Apesar dessas manifestações de boas vindas, porém, uma das principais reivindicações do setor de turismo no Brasil, a isenção de vistos para brasileiros, ainda deve demorar para se tornar realidade, nas palavras do próprio Salazar.

Segundo o secretário, apesar de um diálogo inicial já estar em andamento, o processo é longo e deve levar tempo.

Salazar citou alguns avanços, como a redução do tempo de espera para receber o visto e a abertura de consulados em Porto Alegre e Belo Horizonte.

Bitributação

Além das cobranças sobre a isenção de visto, Hillary e Salazar ouviram do setor empresarial brasileiro outras reivindicações antigas, como um acordo de bitributação.

"A celebração de um acordo para evitar a bitributação continuará entre nossas prioridades", disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

"A bitributação onera as empresas e desvia investimentos e comércio para terceiros países."

Hillary admitiu que a bitributação é um problema e que é necessário redobrar os esforços para firmar um acordo.

Tanto o aumento do número de visitantes brasileiros e a questão do visto quanto o problema da bitributação já haviam sido discutidos na visita de Dilma aos EUA.

Em sua passagem por Brasília, Hillary também se reunirá com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

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