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Distúrbios já deixaram 7,5 mil mortos na Síria, diz ONU

Atualizado em  28 de fevereiro, 2012 - 20:37 (Brasília) 23:37 GMT
Funeral de homem morto em confronto com tropas sírias, nesta terça (Reuters)

Taxa de civis mortos na Síria tem passado de 100 por dia, segundo cálculos da ONU

Os distúrbios na Síria, em curso há quase um ano, já deixaram mais de 7,5 mil mortos, segundo cálculos da ONU apresentados nesta terça-feira.

O subsecretário-geral para temas políticos, Lynn Pascoe, disse que há "relatos críveis" de que a taxa de civis mortos muitas vezes passou das 100 por dia - incluindo mulheres e crianças -, nos atos de repressão estatal aos opositores ao regime de Bashar al-Assad.

Em uma reunião emergencial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a alta comissária da entidade, Navi Pillay, disse que "atrocidades contra civis" estão sendo cometidas na Síria e pediu um cessar-fogo.

O comentário fez com que o representante da Síria no órgão, Faysal Khabbaz Hamoui, deixasse o plenário, acusando os países presentes de "incitar o sectarismo e prover armas" aos opositores do regime e criticando as sanções econômicas impostas à Síria.

A sessão emergencial discutiu um relatório confidencial, feito por um grupo de especialistas, que lista autoridades sírias e membros do Exército que poderiam ser investigados por supostos crimes contra a humanidade.

O chanceler francês, Alain Juppé, instou os 47 países do conselho a estarem prontos para submeter uma queixa contra a Síria no Tribunal Penal Internacional.

Mas é improvável que o encontro na ONU promova mudanças efetivas no modus operandi do governo sírio, informa o correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir. Mas é provável que coloque pressão sobre Rússia e China, países que vetaram resoluções contra Damasco na ONU.

Homs

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Enquanto isso, a ofensiva das tropas de Assad prosseguiu nesta terça na cidade sitiada de Homs e em outras partes do país, segundo ativistas.

Há relatos de que Homs tenha sofrido os mais pesados bombardeios desde o início do confronto e de que o governo tenha mandado uma tropa de elite armada para distritos onde os rebeldes se concentram.

Ativistas dizem que mais de 65 pessoas morreram nesta terça, mas é praticamente impossível verificar o dado de maneira independente, por causa da restrição ao trabalho jornalístico na Síria.

Jornalistas

Também nesta terça, um jornalista britânico ferido em Homs foi resgatado. O fotógrafo Paul Conroy, do jornal Sunday Times, está, segundo relatos, em segurança no Líbano. No entanto, é desconhecido o paradeiro da jornalista francesa Edith Bouvier, também ferida em um ataque à cidade síria na semana passada, e de dois colegas dela (o espanhol Javier Espinosa e o francês William Daniels).

Os quatro jornalistas deixaram Homs ao mesmo tempo, mas seu comboio foi alvejado e os veículos que os levavam tiveram de se separar, disse um grupo ativista que ajudou a coordenar tentativa de fuga.

O grupo informou que alguns ativistas sírios morreram na operação.

Tampouco se sabe o paradeiro dos corpos dos jornalistas ocidentais Marie Colvin e Remi Ochlik, mortos em Homs no mesmo ataque da semana passada.

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