
Protestos foram registrados em várias regiões do Afeganistão
O Afeganistão viveu nesta sexta-feira o quarto dia consecutivo de protestos, e o mais violento até agora, contra a queima do Corão por soldados norte-americanos em uma base militar no país asiático.
Calcula-se que pelo menos 12 pessoas tenham morrido em manifestações, após as preces de sexta-feira, ocorridas nas proximidades de bases militares e missões diplomáticas dos Estados Unidos.
A maioria das mortes ocorreu na Província de Herat, considerada até agora relativamente calma.
Mais de 20 pessoas morreram desde o início dos protestos, incluindo dois soldados dos Estados Unidos.
Na quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, desculpou-se formalmente pelo incidente e prometeu uma investigação a respeito. Nesta sexta-feira, o comandante da missão da Otan (aliança militar ocidental) no Afeganistão, o general americano John Allen, pediu por calma aos afegãos.
"A única forma de corrigir este erro grave e garantir que ele nunca mais seja repetido é trabalhar em conjunto com a liderança afegã", disse Allen.
As declarações americanas, no entanto, não estão sendo capazes de conter os ânimos no Afeganistão.
Na quinta-feira, o Talebã pediu que os afegãos ataquem as "forças invasoras" em vingança contra o "insulto ao Corão".
Talebã
O incidente ocorre justamente no momento em que o grupo fundamentalista concordou em negociar com o governo afegão e com representantes americanos, segundo informações divulgadas nos últimos dias.
Não é a primeira vez que um insulto americano aos valores religiosos islâmicos provoca a ira dos afegãos.
No ano passado, 24 pessoas morreram no Afeganistão em manifestações contra o pastor americano que queimou uma cópia do livro sagrado dos muçulmanos na Flórida.
Os muçulmanos consideram o Corão a palavra literal de Deus e tratam o livro com profunda reverência.



















