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Forças sírias 'massacram centenas' em Homs

Atualizado em  4 de fevereiro, 2012 - 13:28 (Brasília) 15:28 GMT
Funeral em Homs Foto: Reuters

Funerais coletivos estão sendo realizados em Homs

Forças sírias lançaram uma ofensiva contra a cidade de Homs, com tanques, morteiros e artilharia, matando mais de 200 pessoas na madrugada deste sábado, segundo grupos de oposição no país.

Se os números forem confirmados, este terá se tornado o dia mais violento desde o início do levante contra o governo do presidente Bashar al-Assad, há 11 meses.

O governo sírio negou os ataques, descrevendo os relatos como "falsos".

O correspondente da BBC Paul Woods, que está nos arredores de Homs, diz que é impossível verificar o número de vítimas de forma independente, mas os rebeldes descrevem as ações do Exército como um "massacre" e planejam uma contra-ofensiva.

Grupos de opositores ao regime estariam tentando entrar na cidade por estradas vicinais para levar suprimentos de sangue para os feridos.

Funerais já começaram a ser realizados, em meio a relatos de que o total de mortos poderia chegar a 260.

Segundo ativistas, o distrito residencial de Khalidyia foi a região mais atingida no ataque, com um hospital destruído e mais de 30 casas em ruínas.

Imagens colocadas na internet mostraram diversos corpos cobertos de sangue ao som de uma voz, dizendo que o bombardeio continuava.

'Campanha histérica'

A mídia estatal síria descreveu os relatos como "uma campanha histérica" realizada por grupos armados com o objetivo de influenciar a decisão do Conselho de Segurança da ONU, que planeja votar ainda neste sábado, em Nova York, uma resolução com o objetivo de pôr fim à crise na Síria.

No entanto, a Rússia, maior aliada do governo sírio, já deixou claro que vai vetar qualquer texto que peça que Assad deixe o poder.

O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, disse, neste sábado, que Moscou já sugeriu alterações para garantir que a ONU não pareça estar escolhendo um lado em uma guerra civil, já que o rascunho da resolução "incluia medidas contra o governo de Assad, mas não contra grupos armados de oposição".

Já o chanceler francês, Alain Juppé, descreveu o ataque contra Homs como "um passo a mais na selvageria" e criticou as ameaças de veto.

"Aqueles que prejudicarem a adoção de tal resolução estarão assumindo uma pesada responsabilidade histórica", disse ele.

A ONU parou de estimar o total de mortos durante os confrontos na Síria quando o número chegou a 5,4 mil, em janeiro, alegando que era muito difícil confirmar os dados.

O governo sírio diz que pelo menos 2 mil integrantes das forças de segurança foram mortos "lutando contra gangues armadas e terroristas".

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