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Área ocupada em SP é três vezes maior que o Vaticano

Atualizado em  24 de janeiro, 2012 - 06:27 (Brasília) 08:27 GMT

Área ocupada em São Paulo é três vezes maior que o Vaticano

  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    A polícia continua presente na área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, a 97 km de São Paulo. No último domingo, o local foi cena de um enfrentamento entre policiais e moradores, que se recusavam a desocupar o local. Foto: Flavio Forner.
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    O clima ainda é tenso na área. O confronto se deu quando a Polícia Militar cumpria uma ordem da Justiça Estadual de reintegração de posse. Pelo menos três pessoas ficaram feridas e 30 foram presas, segundo a polícia. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    A ocupação do Pinheirinho começou há quase uma década. A área tem 1,3 milhão de metros quadrados - equivalente a três veres a área total do Vaticano - e abrigava 6 mil moradores, segundo a prefeitura. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    Segundo a PM, 1.600 pessoas já foram retiradas do Pinheirinho. Críticos acusam a polícia de se adiantar a uma negociação para a saída dos moradores. O governo paulista disse que irá apurar eventuais abusos da polícia. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    De acordo com os moradores locais, 80% das construções do Pinheirinho são de alvenaria. A comunidade tem ruas, várias igrejas, praças e comércio. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    A área pertence ao empresário Naji Nahas, conhecido por ser o protagonista de um escândalo financeiro nos anos 1980. A Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais de São José dos Campos pediu ao STF a suspensão do processo de integração de posse. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    Um censo da Prefeitura de São José dos Campos mostra que 73,7% dos moradores vivem no local há mais de dois anos. Os líderes da ocupação acusam o governo municipal de não querer regularizar a área. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    De acordo com as famílias que viviam no local, os policiais utilizaram balas de borracha e gás de pimenta contra moradores no domingo. Um representante do governo federal, que acompanhava a operação, foi ferido pela polícia. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    A reintegração de posse foi alvo de uma disputa entre a Justiça Estadual e a Federal. O caso foi transferido entre as duas esferas diversas vezes. Na última sexta-feira, um tribunal federal suspendeu a reintegração, que já havia sido permitida pelo Estado. Foto: Flavio Forner
  • Pinheirinho, São José dos Campos. Foto: Flavio Forner.
    Durante o conflito e nos dias anteriores à chegada da polícia, houve incêndio de carros no local, provocados por coquetéis molotov. Uma creche e uma padaria também foram incendiadas. Foto: Flavio Forner

Pinheirinho, antes e depois

Com uma área 1,3 milhão de metros quadrados - equivalente a três vezes a área total do Vaticano – o Pinheirinho, em São José dos Campos, a 93 km de São Paulo, era o endereço de 6 mil pessoas até o último domingo.

Ocupado há quase uma década, o terreno na periferia da rica cidade do Vale do Paraíba foi palco de um enfrentamento entre policiais e moradores, durante uma operação para reintegração de posse.

Segundo a PM, 1.600 pessoas já foram retiradas do Pinheirinho.

O fotógrafo Flavio Forner fotografou o local antes e depois da operação.

Segundo as lideranças locais, 80% das construções do Pinheirinho são de alvenaria. A comunidade tem ruas, igrejas e comércio, em situação irregular.

Um censo da Prefeitura de São José dos Campos mostra que 73,7% dos moradores vivem no local há mais de dois anos. Os líderes da ocupação acusam o governo municipal de não querer regularizar a área.

A reintegração de posse foi alvo de criticas de ativistas de direitos humanos, que acusam a polícia de se adiantar a uma negociação para a saída pacífica dos moradores. O governador Geraldo Alckmin prometeu apurar eventuais irregularidades.

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