CLIQUE Confira as tochas usadas em outras Olimpíadas
O primeiro revezamento de tocha foi feito nos Jogos de Berlim. Desenhada pelo escultor Walter Lemcke e produzida pela siderúrgica Freidrich Krupp, 3.840 tochas foram feitas para 3.331 corredores.
Dois fusos distintos serviam de garantia para que a chama pudesse ser facilmente acesa, caso ela se apagasse. A peça de aço inoxidável tinha 27 cm e pesava 450g.
A última vez que os Jogos Olímpicos foram realizados na Grã-Bretanha foi em 1948.
A tocha foi desenhada por Ralph Lavers, um admirador da arquitetura clássica. Ele precisava criar algo barato e bonito que atravessaria toda a Europa. Dois tipos foram desenhados: um de alumínio - com peças de naftalina no seu interior - e outra para o trecho final no estádio com uma chama de magnésio em um recipiente de aço inoxidável, para que ela pudesse ser vista na luz do dia.
O primeiro revezamento de tocha em uma Olimpíada de Inverno não foi na Grécia, mas sim em Morgedal, na Noruega, que é berço do slalom e do salto de esqui. Tochas já eram usadas há séculos na Noruega como forma de iluminação noturna no esqui. Esse conceito foi levado a Oslo. As 95 tochas produzidas tinham um cabo de 23 cm sob uma figura em forma de arco oval e uma flecha que representava a união entre Morgedal e Oslo.
Apenas 22 tochas foram feitas, em vez das centenas que se costumava fabricar. Para manter a chama acesa, foram criados 1.600 recipientes com gás. Homens corriam com a tocha por um quilômetro, e as mulheres por um trecho um pouco mais curto. As tochas eram passadas de mão em mão e trocadas por uma nova peça cheia de gás a cada 20 minutos.
No topo, havia um adorno de 600g de prata. As tochas foram repassadas para organizações olímpicas e esportivas após os Jogos.
A chama olímpica dos Jogos de Inverno da Itália foi acesa no Templo de Júpiter do Capitólio, uma das sete colinas de Roma. Isso aconteceu porque a capital italiana havia sido escolhida para sediar os Jogos de Verão de 1960.
A primeira pessoa a carregar a tocha foi o corredor Adolfo Consolini. Parte do revezamento foi feito sob patins.
O desenho de Ralph Lavers para os Jogos de 1948 foi a inspiração das tochas de Melbourne. Como alguns eventos de hipismo foram realizados em Estocolmo, a tocha passou pela Suécia e pela Austrália. Em solo australiano, a tocha enfrentou enchentes e estradas de chão batido que quase extinguiram a chama reserva. Os tempos estimados para cada corredor completar os trechos variavam muito, à medida em que eles enfrentavam temperaturas diferentes. A tocha finalmente chegou a Melbourne depois de ser carregada por 3.118 corredores ao longo de 20.470 km.
A Disney foi responsável pela organização das solenidades dos Jogos de Inverno da Califórnia. Um dos seus idealizadores, John Hench, desenhou a tocha. Ele manteve o mesmo conceito usado em Londres e Melbourne.
O design afilado, em forma de flauta, da tocha de 580g de alumínio revestida em bronze, foi inspirado nos archotes existentes nos monumentos da Roma antiga. O revezamento foi feito a partir da Grécia, seguindo uma rota usada na antiguidade e que acabou dando origem à fundação de colônias na Sicília e na península italiana, que fizeram parte da Magna Grécia.
A tocha foi usada pelo ex-esquiador Joseph Rieder, atleta dos Jogos de Inverno de 1956, para acender a pira olímpica. Os jogos de Innsbruck foram marcados pela morte de dois atletas durante uma sessão de treino e também pela falta de neve.
Da cidade de Olímpia a tocha viajou até Tóquio por mar, ar e terra. Em território japonês, a chama foi dividida em quatro tochas que viajaram por quatro diferentes roteiros até serem reunidas novamente em uma única chama. O último portador da tocha foi Yoshinori Sakai, nascido em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, dia em que a cidade foi alvo da bomba atômica. Foi ele quem acendeu a pira. No momento em que a tocha entrou no estádio pôde ser sentido o perfume de crisântemos, liberado por borrifadores colocados sob as arquibancadas.
A passagem da tocha feita de bronze e aço pela França foi marcada por vários acontecimentos. Seu portador cruzou a montanha Puy de Sancy literalmente engatinhando, debaixo de uma forte tempestade de neve que caiu no começo de janeiro. Em Marselha, a tocha foi levada pelo porto antigo da cidade por um mergulhador que a manteve acima da água para evitar que se apagasse.
As três mil tochas utilizadas tinham na parte superior uma imagem em 3-D do logo das Olimpíadas de 68. O roteiro do revezamento seguiu a rota feita por Cristóvão Colombo ao cruzar da Europa para descobrir o Novo Mundo, onde, pela primeira vez na história dos Jogos, a pira foi acesa por uma mulher, Enriqueta Basileo. O combustível sólido utilizado para manter a chama acesa nas tochas era muito volátil e acabou provocando pequenas explosões que causaram queimaduras em alguns dos portadores.
A tocha levada através do Japão por jovens entre 11 e 20 anos foi novamente dividida para seguir diferentes roteiros e poder ser vista pelo maior número de pessoas possível. A tocha, feita de uma liga de alumínio, tinha um queimador em forma de panela, com 55cm. Ela foi idealizada pelo designer Munemichi Yanagi - criador do famoso banco em forma de borboleta - como uma miniatura da pira olímpica.
Os famosos bonecos-palito em poses de atletas criados por Otl Aicher acabaram se tornando extremamente populares nestas olimpíadas. A tocha a gás foi feita de aço cromado e era composta de três partes acopladas – suporte, base e tubo queimador. O equipamento foi testado sob condições climáticas extremas – incluindo a simulação de chuva forte, mas não submetido a forte calor – exatamente como ocorre em partes do roteiro da Grécia até a Alemanha. Os organizadores acabaram tendo que utilizar tochas pressurizadas especiais para manter acesa a chama.
Assim como o design usado em Munique, esta tocha também exibia os aros olímpicos em relevo e foi usada para acender duas piras que simbolizavam a segunda visita dos Jogos Olímpicos de Inverno à cidade de Innsbruck. Ao deixar a Grécia, a tocha foi levada de avião a Viena e de lá percorreu a Áustria por dois diferentes roteiros, um pelo norte e outro pelo sul do país.
Como a tocha vai aparecer na televisão. Esta foi a maior preocupação dos designers Georges Huel e Michel Dallaire. Eles criaram uma tocha que tinha um suporte vermelho com um queimador preto e uma versão especial em preto e dourado. Pela primeira vez a chama foi transportada – de Atenas a Otawa – via satélite por um feixe de raio laser. Mas o combustível usado para manter acesa a tocha foi o tradicional azeite de oliva. Em 22 de julho, a chama da pira olímpica foi apagada por uma tempestade e foi acesa posteriormente por uma tocha reserva.
O design escolhido retornou ao estilo prato e suporte, mas pela primeira vez foi utilizada uma equipe de portadores reduzida, com apenas 26 homens e 26 mulheres, cada um de um Estado americano. Os escolhidos foram atletas que se destacaram em suas modalidades. Eles cruzaram o país seguindo a rota histórica feita pelos primeiros colonos de língua inglesa, passando por locais históricos.
Voltando a inovar, com algo diferente dos modelos anteriores, a tocha, fabricada em ouro e prata, tinha um prato em cima do queimador e o suporte era protegido por uma tela. Empresas da cidade de Leningrado fabricaram 6,2 mil tochas a gás criadas por Boris Tuchin. O design foi patenteado como uma invenção do Estado soviético e ganhou o número de registro 729414.
A tocha criada pela empresa japonesa de material esportivo Mizuno tinha uma plataforma e um fino tubo como queimador, onde se via o logo olímpico. O revezamento percorreu dois roteiros cruzando a Iugosláviala. Foi projetado para passar por grande parte do território de um país que cinco anos depois começaria a se desintegrar.
A tocha foi feita de alumínio torneado com acabamento em latão e suporte de couro. Ela exibia uma imagem do Memorial Coliseum, sede dos jogos realizados na cidade em 1984 e 1932. Mas o revezamento criou polêmica, pois os organizadores venderam o direito de carregar a tocha por cada quilômetro para corredores que pagassem US$ 3 mil, aborrecendo os gregos. Após duas horas de iniciado o revezamento, a URSS anunciou que não iria participar, decidindo boicotar os jogos, em represália ao boicote liderado pelos EUA quatro anos antes. Mas isso não impediu o sucesso do revezamento - que foi acompanhado por milhares de pessoas.
Com 1,7kg, a tocha foi considerada relativamente pesada. Ela foi feita na forma da torre de Calgary, um dos principais marcos da cidade, com o suporte feito em madeira de plátano, tradicional árvore do Canadá, e com o queimador em alumínio. Ela tinha gravado o lema olímpico Citius Altius Fortius – mais rápido, mais alto e mais forte. No suporte, imagens gravadas a laser representavam os 10 esportes olímpicos oficiais. O revezamento durou 88 dias e cruzou o país da costa leste até a cidade de Calgary, passando pelas 10 províncias e dois territórios canadenses.
A tocha foi fabricada pela Korea Explosive Company Ltd e era feita de latão, plástico e tinha suporte de couro, com um design semelhante ao das anteriores. A tocha levava tradicionais desenhos coreanos, incluindo dois dragões que simbolizavam a harmonia entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. O revezamento foi feito em 22 dias, passando por 21 cidades, envolvendo 1.467 portadores que cobriram 4.167,8km, acompanhados por milhares de pessoas.
Este modelo de aço inoxidável marcou o começo da era moderna de design de tochas. Os franceses escolheram Phillipe Stark, conhecido internacionalmente por seus móveis e por ter feito um trabalho de restauração no apartamento do presidente Françoise Mitterrand.
Andre Ricard, um designer industrial de Barcelona, fez um esforço para se diferenciar das outras tochas e incorporar um caráter mais "latino". O revezamento passou por 652 centros, inclusive com participação de ciclistas em cidades mais populosas. A pira olímpica foi acesa por uma flecha atirada pelo arqueiro para-olímpico Antonio Rebollo.
Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos de Inverno e Verão passaram a ser realizados em anos alternados, a cada dois anos. A fina tocha foi feita para resistir aos ventos na descida de esqui e acender a pira na cerimônia em Lysgardsbakken.
Novamente uma chama foi acesa em Mordegal e revezada ao longo de 12 mil km. Mas os gregos reclamaram que a chama foi misturada a outra acesa em Olímpia. No final das contas, a pira foi acesa com este fogo, que viajou a Lillehammer.
O desenho de Malcolm Grear mostra hastes atadas com um barbante, inspirado nas tochas antigas. Vinte e duas hastes de alumínio representam cada Jogo Olímpico. Com um cabo de madeira de nogueira, é a tocha mais comprida já usada em uma Olimpíada de Verão. Algumas alterações foram feitas porque algumas hastes derreteram, a chama era pouco visível e ela se apagou quando os gregos faziam o revezamento.
Feita de alumínio, esta tocha foi inspirada em uma tradicional tocha japonesa chamada Taimatsu, mas também incorporou elementos mais modernos. Um dos objetivos era torná-la mais ecológica, com queima limpa de gás propano. O hexágono no topo representava cristais de gelo, e o exterior de prata simbolizava o inverno.
A tocha foi levada no estádio pelo ativista Chris Moon, que faz campanha contra minas terrestres. Ele perdeu as pernas enquanto desarmava minas em Moçambique.
A Casa de Ópera de Sydney, as curvas de um bumerangue e o azul do Oceano Pacífico inspiraram este modelo. Os três componentes entrelaçados também representavam terra, fogo e água. Depois de dez dias de revezamento, ela exibiu a Austrália desde a rocha Uluru até a Grande Barreira Coralina. A corredora aborígine Cathy Freeman acendeu a chama no Estádio Olímpico e, dias depois, ganhou ouro nos 400m rasos.
Em formato de gelo e produzida a partir de prata e cobre no Oeste americano, a tocha foi concebida para promover o slogan dos Jogos de Salt Lake: "Acenda o fogo interno". A chama queimou sobre a grama como se estivesse sob gelo. Parentes das vítimas dos atentados de 11 de setembro estavam entre as pessoas que carregaram a tocha.
O designer industrial grego Andreas Varotsos inspirou-se nas raízes antigas dos Jogos, com uma tocha de madeira e magnésio em formato de folha de oliveira. O revezamento passou pelos cinco continentes, possibilitando que 260 milhões de pessoas pudessem vê-las nas suas cidades. A intenção do desenho era que a mão, a tocha e a chama formassem visualmente uma espécie de fluxo.
A empresa de design de automóveis Pininfarina usou sua experiência com clientes como Ferrari, Maserati, Rolls-Royce e Jaguar para desenhar a tocha. Ela assemelhava-se a um esqui e foi inspirada pelas montanhas, com a chama queimando no topo. Mas a tocha foi criticada por ser pesada demais para ser carregada, com pouco menos de 2 kg.
Em formato de pergaminho, a tocha tinha os caracteres chineses "sortudo" e "nuvem auspiciosa", usados geralmente pela mitologia chinesa para ilustrar harmonia. A tocha simbolizava uma Olimpíada verde, tecnológica e popular. Um revezamento ambicioso – o maior da história – percorreu cinco continentes e a China, mas atraiu protestos de muitas pessoas.
O design canadense é da fabricante de aviões Bombardier e da Hudson's Bay Company. A tocha era longa e pesada, com 94,5 cm e 1,6 kg. O formato foi inspirado em linhas fluídas cortadas por esquis na neve e pela paisagem canadense. A tocha branca trazia uma folha de plátano com o slogan e o logo – um Inukshuk, que é uma pilha de pedras em formato humano feito pelo povo Inuit.
Essa é a terceira vez que Londres sediará os Jogos Olímpicos, e por isso foi desenhada uma tocha em forma de cone, com três lados. A tocha dourada, desenhada pela companhia Barber Osgerby, é feita de lâminas de liga de alumínio. Cada uma delas tem oito mil furos, que representam cada uma das oito mil pessoas que participarão do revezamento. A tocha mede 80 centímetros, o que a torna uma das mais altas, mas também é uma das mais leves - com 850 gramas, incluindo o queimador de propano-butano, em seu centro. Seu desenho e suas dimensões permitem que ela seja carregada por crianças.
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