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Cuba anuncia libertação de 2.900 prisioneiros em 'gesto de boa vontade'

Atualizado em  24 de dezembro, 2011 - 00:18 (Brasília) 02:18 GMT
O presidente cubano Raúl Casto. | Foto: AP

Castro disse que 86 estrangeiros estão entre os prisioneiros anistiados

As autoridades cubanas dizem que libertarão quase 3 mil prisioneiros, incluindo alguns condenados por crimes políticos, nos próximos dias.

O Conselho de Estado cubano, que governa o país, disse que a decisão foi um "gesto de boa vontade" depois de receber inúmeros pedidos de parentes e instituições religiosas.

Muitos do que estão sendo libertados são doentes, idosos ou mulheres, de acordo com as autoridades.

Mas relatos dizem que o americano Alan Gross, condenado por crimes contra o Estado, não é um dos libertados.

A vice-ministra de Relações Internacionais de Cuba, Josefina Vidal, disse à agência de notícias Associated Press que o americano - que cumpre pena de 15 anos em uma cadeia cubana por distribuir equipamentos ilegais de comunicação para a ilha comunista - "não está na lista".

A recusa de Havana em libertá-lo causou mais um estremecimento nas relações do país com os Estados Unidos.

A 'força' de Cuba

O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou a libertação dos prisioneiros na Assembléia Nacional nesta sexta-feira.

Ele disse que 86 prisioneiros estrangeiros de 25 países seriam soltos e que os diplomatas destes países seriam notificados em seguida.

O presidente também citou a visita iminente do papa Bento 16 como uma das razões para a anistia, dizendo que a atitude humanitária mostra a força de Cuba.

Oficiais do governo dizem que algumas pessoas condenadas por crimes contra "a segurança de Estado" também serão libertadas.

"Todos eles completaram uma parte importante de suas sentenças e mostraram bom comportamento", disse um comunicado oficial citado pela agência de notícias Prensa Latina.

No entanto, as autoridades ressaltaram que os condenados por crimes sérios como assassinato, espionagem e tráfico de drogas não serão anistiados.

No último mês de julho, o presidente Castro concordou, após conversas com a Igreja Católica, em libertar 52 dissidentes presos desde 2003.

As prisões em massa daquele ano, que ficaram conhecidas como a Primavera Negra de Cuba, foram condenadas internacionalmente.

A União Europeia cancelou a cooperação com a ilha, que só foi retomada em 2008.

Cuba nega a manutenção de prisioneiros políticos, dizendo que eles são mercenários pagos pelos Estados Unidos para desestabilizar o governo.

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