Congresso americano aprova prolongamento no corte de impostos

Atualizado em  23 de dezembro, 2011 - 21:37 (Brasília) 23:37 GMT
O presidente americano Barack Obama. | Foto: Getty

Obama quer que redução de impostos para trabalhadores seja anual em 2012

O Congresso americano aprovou nesta sexta-feira um prolongamento de curto prazo de uma redução dos impostos nas folhas de pagamento do país.

A decisão acontece um dia depois que os republicanos sucumbiram à pressão para votar a proposta na Câmara dos Representantes.

O corte nos impostos e o seguro desemprego para os trabalhadores do país serão estendidos por dois meses.

Os congressistas votaram oralmente sobre o acordo, que precisou de somente alguns membros da Casa para ser aprovado.

Um comitê formado por representantes dos dois partidos tentará elaborar um acordo anual após o recesso de fim de ano. Obama assinou a emenda antes de ir para o Havaí para o recesso.

Em um pronunciamento na Casa Branca, ele pediu ao Congresso que trabalhe para estender o pacote "sem drama, sem atraso" no próximo ano.

"Temos muito mais trabalho a fazer", disse Obama. "Isso continua a ser um momento decisivo para a classe média neste país."

A redução dos impostos afetará os pagamentos de cerca de 160 milhões de trabalhadores americanos.

Revolta do Tea Party

Depois que republicanos e democratas aprovaram o projeto no Senado no último sábado, o líder republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner, propôs o acordo a membros do seu partido em uma reunião particular por telefone.

Mas a reunião despertou a revolta de políticos apoiados pelo movimento conservador Tea Party e criaram o impasse que durou toda a semana.

O presidente e seus aliados democratas mantiveram a pressão constante sobre os republicanos da Câmara.

Mas Mr. Boehner e os presentes em sua reunião foram alvejados por outros legisladores republicanos, pelo estrategista do ex- presidente Bush na Casa Branca, Karl Rove e até pelo conselho editorial conservador do Wall Street Journal.

Na quinta-feira, Boehner anunciou aos membros do partido que eles aceitariam votar a redução dos impostos, em uma chamada em conferência onde eles não podiam fazer perguntas.

Foi um raro recuo para o partido republicano, que conseguiu uma série de concessões da Casa Branca desde que ganhou o controle da Câmara dos Representantes nas eleições parlamentares de 2010.

Políticos mais conservadores estavam céticos sobre a extensão da redução de impostos, que economistas dizem que pode ajudar a recuperação da economia americana.

Mas os democratas os acusaram de apoiarem a redução somente para os americanos mais ricos.

Correspondentes dizem que os republicanos perderam uma batalha de relações públicas e que o partido percebeu que seria responsabilizado por um aumento dos impostos para os trabalhadores americanos em um ano eleitoral.

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