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Standard & Poor’s ameaça rebaixar notas das dívidas francesa e alemã

Atualizado em  5 de dezembro, 2011 - 23:44 (Brasília) 01:44 GMT
Euro. Reuters

Rebaixamento da nota dificulta refinanciamento da dívida dos países da zona do euro

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s alertou nesta segunda-feira que poderá rebaixar, em breve, a nota da dívida soberana de 15 dos 17 países da zona do euro.

Entre os países estão a Alemanha e a França, que possuem a mais alta classificação de crédito da agência, AAA.

Em um comunicado, a agência disse que colocou os 15 países em "revisão negativa". Acredita-se que os seis países que possuem a nota máxima (Finlândia, Holanda, Áustria, e Luxemburgo, além de Alemanha e França), tenham chance de 50% de ter sua nota reduzida em breve.

A Standard & Poor’s justificou seu alerta devido à crise que se espalha pela Europa.

Em nota, a agência falou em “pressão negativa” sobre os papeis de todos os países da zona do euro.

O comunicado diz que o alerta é parte “da crença de que um estresse sistêmico na zona do euro aumentou nas últimas semanas” ao ponto de pressionar para baixo as notas de crédito da zona do euro como um todo.

Os dois únicos países que não estão na lista das 13 nações que poderão ter as notas rebaixadas são Chipre e Grécia. O primeiro porque já estava sob revisão da agência. O segundo já teve a avaliação rebaixada.

A baixa na nota de classificação fará com que o refinanciamento da dívida dos países europeus custe mais caro, já que os juros serão maiores.

Segundo analistas, o alerta reflete as incertezas sobre as possíveis consequências de um calote por parte de uma grande economia da zona do euro como a Itália.

Cúpula

O alerta da Standard & Poor’s foi feito no mesmo dia em que os líderes de França e Alemanha disseram feira estar de acordo sobre as medidas a serem tomadas para fortalecer a zona do euro.

Durante encontro em Paris, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram querer um novo tratado para a zona do euro, que deve incluir medidas automáticas contra países que violarem regras destinadas a manter déficits governamentais sob controle.

Merkel e Sakozy disseram que o tratado poderia ser ratificado apenas pelos 17 países que compartilham a moeda comum, caso não seja possível a aprovação de todos os 27 integrantes da União Europeia.

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