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Líderes gregos aceitam novo governo, mas sem Papandreou

Atualizado em  6 de novembro, 2011 - 19:40 (Brasília) 21:40 GMT
Papandreou/AFP

Após pressão de opositor, Papandreou confirmou que deixará o cargo de premiê

Após um série de reuniões, líderes gregos concordaram neste domingo em formar um novo governo de coalizão para assim ratificar o pacote de ajuda da União Europeia ao país.

No entanto, o primeiro-ministro, George Papandreou, não continuará no cargo no próximo governo.

O acordo foi anunciado pelo presidente Karolos Papoulias logo após se encontrar com Papandreou e o principal líder da oposição, Antonis Samaras.

O presidente não informou quando a nova coalizão será efetivamente formada, mas Papandreou se reunirá na manhã desta segunda-feira com Samaras para decidir quem ocupará o cargo de premiê.

Novo premiê

Após a escolha do novo premiê, o presidente irá convidar todos os partidos para formar um novo governo de união, de acordo com o comunicado oficial.

Há rumores de que o novo governo seja liderado pelo ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos.

Papandreou já vinha tentando formar uma coalizão, mas Samaras, do partido Nova Democracia, se recusava a seguir as negociações com seu rival no poder.

Os dois também discordavam sobre a data pra a próxima eleição, com Papandreou defendendo que ela ocorresse dentro de alguns meses e Samaras afirmando que ela deveria acontecer imediatamente.

Referendo polêmico

A divisão no governo grego aflorou após Papandreou convocar, de surpresa, um referendo sobre o acordo, que havia sido fechado na última semana.

O acordo prevê fortes ajustes nas contas gregas, assim como a redução de 50% da dívida do país junto a credores privados, fruto de uma longa negociação com os bancos.

Além disso, os países da zona do euro concordaram em conceder à Grécia um segundo pacote de ajuda no valor de 130 bilhões de euros, em troca da adoção de medidas de austeridade que incluiriam o corte de salários e a demissão de funcionários públicos.

Analistas dizem que a zona do euro deve resolver rapidamente o problema da Grécia, para evitar que a crise se espalhe por outras economias vulneráveis, especialmente a Itália.

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