Filho de Khadafi diz que é inocente de crimes contra humanidade, segundo TPI

Atualizado em  29 de outubro, 2011 - 09:49 (Brasília) 11:49 GMT
Saif al-Islam

Tribunal Penal Internacional tem ordem para prisão de Saif al-Islam desde junho

O filho do ex-líder líbio Muamar Khadafi, Saif al-Islam, disse que é inocente de crimes contra a humanidade, segundo informações divulgadas neste sábado por um promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI).

O promotor Luis Moreno-Ocampo disse que falou com Saif al-Islam através de intermediários. O TPI tem um mandado para prisão contra Saif al-Islam, de 39 anos, que está desaparecido há várias semanas.

A corte internacional tem insistido que o filho de Khadafi teria direito a um julgamento equilibrado e justo.

Há relatos de que Saif, que já foi visto como sucessor de Khadafi durante o regime, estaria em um comboio de ex-aliados de seu pai na fronteira da Líbia com o Níger. No entanto, estas informações não foram confirmadas. O TPI reconhece não saber o paradeiro de Saif.

Zimbábue

Moreno-Ocampo não quis revelar a fonte que falou com Saif al-Islam.

O mandado de prisão foi expedido pelo TPI em junho, com acusações de assassinato e perseguição política. A corte diz que Saif foi parte essencial dos ataques sistemáticos promovidos pelas forças de segurança de Khadafi desde fevereiro deste ano, quando se iniciou o levante contra o regime na Líbia.

O TPI nega que esteja envolvido em qualquer tipo de negociação com o líbio visando que ele se entregue.

Moreno-Ocampo disse que ficou sabendo, através de "canais não-oficiais", sobre um esforço de aliados de Khadafi para levar Saif ao Zimbábue.

O país do presidente Robert Mugabe – um antigo aliado do ex-regime líbio – não assina o acordo de Roma que reconhece o Tribunal Penal Internacional. Esta seria uma forma de garantir asilo a Saif.

O TPI não possui uma força de polícia própria, e depende dos esforços dos sistemas de segurança nacionais para impor suas condições.

As relações entre a corte e os países africanos é tensa, por vezes. Alguns governos no continente reclamam que o TPI concentra de forma desproporcional as suas ações na África.

A União Africana chegou a recomendar que os países do bloco não se sintam obrigados a aceitar as regras do TPI.

Países como Malauí, Chade e Quênia descumpriram mandados de prisão emitidos pelo TPI contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir.

Além de Saif al-Islam, o TPI também mantém um mandado de prisão contra Abdullah al-Sanussi, ex-líder da inteligência do antigo regime líbio.

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