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Cidades se preparam para novo dia de protestos; Roma calcula prejuízos

Atualizado em  16 de outubro, 2011 - 09:59 (Brasília) 11:59 GMT
Manifestantes acampados em Londres (PA)

Manifestantes em diversas cidades pretendiam dar continuidade aos protestos de sábado

Manifestantes ao redor do mundo se preparavam neste domingo para mais um dia de protestos contra a "ganância corporativa", ainda que em menor escala das manifestações ocorridas na véspera, que reuniram dezenas de milhares de pessoas em mais de 900 cidades de 82 países ao redor do mundo.

Em cidades como Londres, Frankfurt e Amsterdã, pessoas acamparam nas ruas para dar continuidade às manifestações.

Em Roma também são esperados mais protestos neste domingo, após distúrbios violentos ocorridos na véspera, com o saldo de cerca de 70 feridos, três deles com gravidade.

Em Londres, onde centenas de pessoas protestaram nos arredores do distrito financeiro, uma manifestante disse à BBC que a população "está cansada de o governo, os bancos e as corporações ficarem com os lucros para eles próprios. Eles vivem sua vida de luxo enquanto 99% da população vive com o dinheiro contado".

Outro grupo carregava um cartaz dizendo que o "povo é grande demais para quebrar" ("the people are too big to fail"), em ironia aos bancos chamados de "grandes demais para falir" que receberam injeção de capital.

Em Nova York, onde há semanas vem ocorrendo o movimento Ocupe Wall Street, 70 pessoas foram presas durante a noite, após mais uma jornada de protestos que reuniu cerca de 5 mil participantes. Houve marchas também em outras cidades americanas.

A principal inspiração dos protestos é o movimento dos "indignados", iniciado em maio na Espanha, com protestos da população contra os cortes orçamentários e o alto desemprego do país.

Ainda não está claro, porém, se a onda de protestos global resultará em um movimento coeso e de força política.

Estragos em Roma

Em Roma, onde a jornada de protestos resultou na maior onda de violência dos últimos anos na cidade, autoridades contabilizavam os estragos do sábado.

Enfrentamentos entre manifestantes e policiais em Roma

Roma enfrentou uma onda de violência não vista há anos durante as manifestações

Manifestantes incendiaram carros, destruíram fachadas de bancos e atacaram uma igreja, o que provocou críticas do Vaticano.

Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse que a igreja de Santi Marcellino e Pietro, que data do século 18, foi danificada pelos manifestantes e teve uma estátua atirada nas ruas e destruída.

O correspondente da BBC em Roma David Willey disse que ainda há dezenas de civis e policiais sendo tratados nos hospitais, e que cerca de 20 manifestantes foram detidos e indiciados por crimes relacionados aos distúrbios de sábado.

Autoridades disseram ter encontrado bombas caseiras em diversas ruas da cidade.

O premiê Silvio Berlusconi criticou os atos de violência e pediu punição aos envolvidos nos distúrbios.

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