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Emergentes não podem assistir à crise passivamente, diz Dilma

Atualizado em  20 de setembro, 2011 - 23:35 (Brasília) 02:35 GMT
Dilma Rousseff. Foto: AP

Presidente discursou durante cerimônia em que recebeu prêmio relativo a serviços públicos

A presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta terça-feira, em discurso realizado em Nova York, que os países emergentes não podem assistir passivamente à deterioração da economia mundial.

"Mesmo cada um dos nossos paísses que, por características da sua trajetória, não estão inteiramente comprometidos e contagiados com a crise que o mundo atravessa não podem ficar numa situação confortável e passiva olhando os fatos", afirmou a presidente.

Dilma fez o discurso durante cerimônia em que recebeu o prêmio Woodrow Wilson para Serviços Públicos, concedido pelo Woodrow Wilson International Center for Scholars.

O mesmo prêmio já foi entregue ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns (morta em 2010), entre outros brasileiros.

Segundo Dilma, vários países em desenvolvimento têm se destacado na economia global, "mas eles também sofrem os efeitos da crise nascida da insensatez e incapacidade política de comandar a economia".

"Precisamos de iniciativa para orientá-los rumo ao crescimento e redefinir o sistema financeiro global de forma a garantir mais estabilidade para os países do mundo".

Em seu discurso, Dilma afirmou ainda que o desempenho da economia brasileira nos últimos anos, com incremento da renda média e redução da desigualdade social, pode servir de exemplo a outras nações.

Encontros com Obama e Calderón

Nesta terça-feira, a presidente encontrou seus colegas dos Estados Unidos, Barack Obama, e do México, Felipe Calderón, em conversas bilaterais nas quais a crise econômica mundial foi o principal assunto.

Segundo o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, a conversa entre Dilma e Obama foi "muito amistosa" e tratou, entre outros assuntos, da preocupação de ambos quanto aos rumos da crise econômica global, particularmente da situação na Europa.

Nesta quarta-feira, Dilma discursará na abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU. Será a primeira vez que uma mulher proferirá o discurso de abertura do evento, tradicionalmente a cargo do Brasil.

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