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Agência Standard and Poor's rebaixa nota da dívida italiana

Atualizado em  19 de setembro, 2011 - 21:38 (Brasília) 00:38 GMT
Premiê italiano, Silvio Berlusconi. Foto: Reuters

Agência considera metas fiscais do governo de Silvio Berlusconi 'difíceis de atingir'

A agência de classificação de risco Standard and Poor's rebaixou nesta segunda-feira sua nota para a dívida soberana de curto e longo prazo da Itália de A+/A-1+ para A/A-1.

Além do rebaixamento, a agência disse que a perspectiva para o país é "negativa".

As outras agências de classificação mantiveram a nota da dívida da Itália - terceira maior economia da zona do euro - em um nível superior.

"Nós achamos que o ritmo reduzido da atividade econômica da Itália até agora tornará as metas fiscais revisadas do governo difíceis de atingir", disse a Standard and Poor's em um comunicado.

Outra razão dada pela agência são os temores sobre como a coalizão de governo da Itália vai responder às dificuldades econômicas, cortando os gastos e reequilibrando as contas públicas.

Assim como outros países da zona do euro, a Itália vive uma grave crise fiscal e acumula uma enorme dívida, suscitando temores junto ao mercado quanto à sua capacidade de honrar seus compromissos.

Recentemente, o Parlamento da Itália aprovou um pacote de cortes orçamentários que foram rejeitados por boa parte da população.

Já o governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi ganhou, na semana passada, um voto de confiança do Parlamento, após a aprovação do pacote.

Outros países da zona do euro, como Espanha, Irlanda, Grécia, Portugal e Chipre, também tiveram as notas de suas dívidas rebaixadas neste ano.

No início deste mês, a Standard and Poor's já havia rebaixado a nota da dívida americana de AAA para AA+ pela primeira vez na história.

Surpresa

Analistas consideram surpreendente a medida da Standard and Poor's em relação à Itália, e afirmam que ela pode disseminar o medo de contágio na zona do euro.

"As percepções são mais importantes que as realidades", diz Carl Weinberg, do centro de análises High Frequency Economics.

"Surgindo em uma época em que os mercados mundiais estão no limite, cautelosamente aguardando uma moratória da Grécia com efeitos colaterais desconhecidos no sistema financeiro, a ótica deste rebaixamento cheira mal", afirma.

"Os investidores ficarão agitados, como se eles já não estivessem agitados o suficiente, com o que parece ser uma situação debilitada de mais um país emissor de títulos de dívida soberana."

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