Explosão em usina nuclear da França mata um e fere quatro

Atualizado em  12 de setembro, 2011 - 11:10 (Brasília) 14:10 GMT
AFP

A usina de Marcoule teve papel importante no desenvolvimento do programa nuclear francês

Uma explosão em uma usina nuclear na França, matou uma pessoa e feriu outras quatro na manhã desta segunda-feira. Uma das vítimas está em estado grave.

Um perímetro de segurança foi criado ao redor da instalação devido ao risco de vazamento. A Comissão de Energia Atômica da França disse, no entanto, que nenhum tipo de contaminação foi detectado.

A explosão ocorreu às 11h45 locais (6h45 em Brasília) depois de um incêndio no depósito de lixo radioativo na usina de Centraco, localizada na cidade Marcoule, na região de Gard, no sul da França.

O site é um dos principais envolvidos na descontaminação de instalações nucleares desativadas do país e no tratamento e reprocessamento de resíduos nucleares. A reciclagem do plutônio produz um combustível chamado Mox.

A usina é de responsabilidade da companhia elétrica francesa EDF.

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), da ONU, disse estar acompanhando os desdobramentos do acidente junto às autoridades francesas.

Energia nuclear

A planta da Centraco em Marcoule foi aberta em 1955 e é uma das usinas nucleares mais antigas da França.

Cerca de 70% da energia consumida na França vem de fontes nucleares, um dos mais altos percentuais do mundo.

A dependência desse tipo de energia voltou a ser questionada após o vazamento na usina japonesa de Fukushima, no início deste ano.

Além da produção de energia, a usina de Marcoule teve papel fundamental no programa francês para a fabricação de armamentos atômicos, como o combustível usado nos testes com bombas nos anos 1960. A França é um dos poucos países a ter armas nucleares.

Ainda não está claro se o incidente terá algum impacto sobre a política energética da França. Após o acidente de Fukushima, o governo ressaltou que o país continuaria usando fontes nucleares, ao contrário da Alemanha, que anunciou o fechamento de suas centrais ao longo da próxima década.

O especialista em meio ambiente da BBC, Richard Black, lembra que o programa nuclear francês é frequentemente acusado de falta de transparência.

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