Suvenires que mostram lado marginal de Barcelona causam polêmica

Atualizado em  6 de setembro, 2011 - 14:32 (Brasília) 17:32 GMT
Broche Enjoy Barcelona

A prefeitura proibiu os museus de vender os broches

Da esquerda para a direita, em cima, em português: Cerveja, a prostituta; o camelô; a polícia local (mossos de squadra é o nome da PM de BCN); Rosa, amigo? e Olha o ladrao!

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Broches com imagens de ladrões, prostitutas e violência policial que estão sendo vendidos como suvenires em museus de Barcelona estão causando polêmica por mostrar um lado marginal e pouco turístico da cidade espanhola.

Os suvenires estão à venda nas lojas do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e no Museu de História de Barcelona, mas devem acabar sendo ser recolhidos em breve por determinação da prefeitura.

Um porta voz do governo municipal disse nesta terça-feira que ambos centros culturais já foram advertidos de que estão proibidos de continuar vendendo a coleção porque "esta não é a imagem que um órgão público quer projetar de Barcelona".

A coleção de broches chamada Enjoy Barcelona foi criada pelos artistas plásticos e arquitetos catalães Arcadi Royo e Marga Montoya.

Os broches em preto e branco retratam, em seis modelos, cenas cotidianas, algumas violentas: um ladrão que rouba uma bolsa e sai correndo e a agressão da polícia local sobre um cidadão.

Também há cenas retratando prostituição e o comércio ambulante ilegal.

Inspiração

Cada souvenir recebeu ainda um nome que ironiza a situação desenhada no broche.

Os vendedores de bebida, mercado normalmente dominado imigrantes de Índia e Paquistão, foi chamado de "servesa-bier?", imitando a forma de falar dos camelôs.

Os criadores da coleção afirmaram que a inspiração surgiu das cenas reais e frequentes na cidade. "É uma realidade que algumas pessoas querem esconder, mas é verdadeira. Existe e está aí todos os dias", disse Arcadi Royo à imprensa espanhola.

"Quantas vezes nos vemos em situações como essas? Prostitutas que perseguem homens pelas ruas, bolsas que são levadas por ladrões e agressões policiais a manifestantes pacíficos? Realmente, estes broches são uma denúncia de uma realidade", disse.

Mesmo com a retirada dos suvenires das lojas dos museus, os artistas plásticos afirmam que a coleção continuará sendo vendida em outros pontos da cidade.

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