Grãos de areia revelam mundo de cores e formas

Atualizado em  26 de julho, 2011 - 05:51 (Brasília) 08:51 GMT

GALERIA: O MUNDO EM UM GRÃO DE AREIA

  • Fotos: Gary Greenberg
    Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise no Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA), fotografa grãos de areia e amplia as imagens em mais de 250 vezes, revelando cores e formatos curiosos. (Fotos: Gary Greenberg)
  • Fotos: Gary Greenberg
    O professor começou a registrar as imagens de areia há dez anos, quando desenvolvia microscópios tridimensionais. Seu irmão, que morava em Maui, no Havaí, enviou-lhe um tubo cheio de areia, para estimulá-lo a ir visitá-lo.
  • Fotos: Gary Greenberg
    O tubo de areia ficou armazenado em sua estante por meses, mas um dia Greenberg resolveu conferir um grão em um de seus microscópios. ''Me assombrei com o que vi''.
  • Fotos: Gary Greenberg
    ''Os grãos de areia de cada praia são únicos. Já vi areia de milhares de praias em todo o mundo e nunca vi dois iguais. Não existem dois iguais. Cada grão é único e cada um tem uma história para contar sobre a geologia, biologia e ecologia da região'', diz o especialista.
  • Fotos: Gary Greenberg
    Greenberg diz que é difícil fotografar pequenos objetos, já que os microscópios óticos ou de luz têm pouca profundidade de campo, dificultando o foco. Para contornar o problema, ele registra uma série de imagens com diferentes níveis de foco. As imagens são incluídas em um computador que descarta as desfocadas.

Um cientista americano fotografa grãos de areia e amplia as imagens em mais de 250 vezes, revelando estruturas de formatos inusitados e cores vívidas.

''Cada grão de areia é único'', afirma Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA).

Greenberg, que fotografa grãos de areia há dez anos, é originalmente fotógrafo e cineasta, mas mudou-se de Los Angeles para Londres nos anos 1970 com o objetivo de tornar-se doutor em pesquisa biomédica pela University College, na capital britânica.

O especialista diz que os grãos trazem consigo histórias sobre a geologia, a biologia e a ecologia da região de onde se originam.

Para captar as imagens, ele utiliza microscópios especiais tridimensionais. Greenberg afirma que fotografar os grãos é uma tarefa complicada, já que os microscópios que ele utiliza têm pouca profundidade de campo, dificultando a obtenção do foco.

''Eu supero essa limitação fotografando uma série de imagens tomadas com focos distintos", afirma o professor.

"Para produzir uma imagem totalmente em foco, um programa de computador analisa cada imagem captada na série, seleciona as que estão bem focadas e descarta as outras''.

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