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Americana assume grisalhos e tem carreira de modelo aos 60 sem botox ou plástica

Atualizado em  30 de junho, 2011 - 04:54 (Brasília) 07:54 GMT
Cindy Joseph (Crédito: Heather Weston)

Cindy foi 'descoberta' aos 49 anos por um fotógrafo que a abordou na rua (Crédito: Heather Weston)

A americana Cindy Joseph passou 25 anos de sua vida trabalhando como maquiadora, produzindo modelos e celebridades para sessões de fotos. Nunca imaginou, porém, que ela mesma pudesse estar diante das câmeras – muito menos após decidir assumir seus cabelos brancos.

Mas Cindy é hoje, aos 60 anos, uma modelo requisitada para dezenas de campanhas publicitárias e editoriais de moda de revistas.

A vida de modelo começou aos 49 anos, quando ela foi abordada na rua por um fotógrafo que a convidou para estrelar um anúncio da Dolce & Gabbana.

“Foi no mesmo dia em que eu havia cortado o que sobrava da tintura que cobria o meu cabelo branco”, contou Cindy à BBC Brasil por telefone. “Depois, fui chamada novamente por uma revista. Decidi ir à Ford Models.”

A agência contratou Cindy para a divisão chamada Ford Classics, que reúne modelos de faixa etária mais elevada que a média e cujos serviços são cada vez mais solicitados, em um momento em que a população dos EUA envelhece e que, em meio à recessão, o poder econômico americano tem se concentrado mais nas mãos das gerações mais velhas.

“(Os anunciantes) não estão me contratando por preocupação em fazer uma declaração sociológica, e sim porque querem vender, e (a minha geração) ainda está comprando”, opina Cindy. Mas ela agrega: “É empolgante saber que, numa época em que a juventude é idolatrada, as mulheres podem envelhecer e continuar sendo vistas como bonitas.”

Campanha feita por Cindy Joseph (Foto: Chuck Baker)

Sucesso de Cindy acompanha mudança demográfica nos EUA (Foto: Chuck Baker)

‘Curso da natureza’

Entre as suas colegas da Ford Classics, algumas estão apelando ao botox e às cirurgias plásticas. Cindy, que é mãe de dois filhos – com 41 e 37 anos de idade –, diz que tem preferido “deixar a natureza seguir seu curso, cuidando do corpo e do espírito” para parecer bem diante das câmeras.

“Os americanos são levados a crer nessa ideia de que a juventude é sinônimo de felicidade, e a velhice, de cansaço. Não é verdade. Depois dos 30, acho que ficamos mais cheios de energia, de sabedoria, de experiência. A linguagem (publicitária) tem de mudar, com uma nova perspectiva: a de que você pode ter cabelo grisalho e, ao mesmo tempo, ser capaz de correr uma maratona”, diz ela.

Cindy está aproveitando sua bem-sucedida carreira de modelo para lançar uma linha de cosméticos à base de mel, que defende ser “pró-idade, em vez de anti-idade”.

Questionada se pretende em algum momento se aposentar da carreira de modelo, ela diz que tudo vai depender da demanda do mercado publicitário e de moda.

“É uma carreira em que você não tem escolha. Só o que pode fazer é se cuidar. O mercado vai me dizer até quando (conseguirei trabalho). Mas, se depender de mim, quero estar diante das câmeras até morrer.”

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