Esporte

Após novas acusações, presidente da Fifa nega 'crise' na entidade

Blatter (imagem de arquivo)/Reuters

Blatter discutiu com jornalistas ao final da entrevista

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, negou nesta segunda-feira que o futebol mundial esteja atravessando uma crise por causa de acusações de corrupção surgidas recentemente dentro da organização, dizendo que o esporte atravessa meramente "certas dificuldades".

"O futebol não está em crise, está apenas (atravessando) certas dificuldades e elas vão ser resolvidas dentro de nossa família", disse ele durante entrevista coletiva na sede da Fifa, em Zurique, Suíça.

Ele negou que as candidaturas para sediar as Copas de 2022 ou 2018 tenham sido irregulares e descartou o adiamento das eleições para a Presidência da Fifa, na quarta-feira, por causa das alegações.

A entrevista coletiva ocorreu poucas horas depois de Jack Warner, vice-presidente da Fifa suspenso no último domingo, ter divulgado um e-mail que supostamente sugeriria que o Catar teria “comprado” o direito de sediar Copa de 2022.

As acusações foram negadas tanto pelos responsáveis pela candidatura do Catar, como pelo presidente da Confederação Asiática, Mohammad Bin Hamman, também suspenso no domingo, e pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que teria enviado o e-mail.

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Eleição

Blatter concorre sozinho à reeleição após a desistência de seu único rival, neste final de semana, o presidente da Confederação Asiática, Mohammad Bin Hamman.

"Acredito que a Fifa seja forte o suficiente para lidar com os problemas internamente e tenho certeza de que depois de amanhã (quarta-feira) o Congresso mostrará essa unidade, solidariedade e resolverá qualquer problema dentro do próprio Congresso", disse ele.

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Blatter não comentou especificamente os casos de Hamman e do vice-presidente da Fifa, Jack Warner, ambos suspensos de atividades ligadas ao futebol enquanto acusações de corrupção são investigadas.

A entrevista terminou com o presidente da entidade discutindo com jornalistas presentes que reclamaram que Blatter ainda tinha questões a ser respondidas.

Valcke

Pouco antes, nesta segunda-feira, Jack Warner, divulgou um e-mail que sugere que Bin Hamman, "comprou" o direito de sediar a Copa de 2022 para o Catar.

Jerome Valcke (AFP)

Valcke afirma que email teve apenas partes selecionadas divulgadas

O e-mail foi enviado pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que admitiu a veracidade da mensagem, mas afirmou que "foram citados apenas trechos selecionados" do e-mail.

"(Hamman) pensou que se pode comprar a Fifa como eles compraram a Copa do Mundo", escreveu Valcke no e-mail.

Em comunicado, Valcke negou que tenha sugerido que o Catar comprou o direito de sediar a Copa do Mundo.

"Ao me referir ao Mundial 2022 naquele e-mail, o que quis dizer foi que a candidatura vencedora usou sua força financeira para fazer lobby por apoio", disse ele em um comunicado.

Bin Hamman também negou as acusações à BBC nesta segunda-feira: "Não sei por que ele (Valcke) disse isso".

"Se eu estivesse comprando em nome do Catar, seria preciso também perguntar às 13 pessoas que votaram pelo Catar."

Quando perguntado se a acusação de Valcke era verdadeira, Bin Hamman respondeu: "O que você acha?"

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