Oriente médio

Israel e Líbano reclamam à ONU por incidente na fronteira

AFP

Milhares foram aos enterros de manifestantes no Líbano

O governo de Israel disse nesta segunda-feira que vai apresentar uma reclamação formal contra Síria e Líbano na ONU, após manifestantes dos dois países terem cruzado a fronteira israelense no domingo em um incidente que deixou pelo menos 16 mortos.

De acordo com o portal do jornal Yedioth Ahronoth, a chancelaria de Israel instruiu a missão do país em Nova York a submeter as reclamações contra os dois países ao secretário-geral da ONU e ao Conselho de Segurança.

No domingo, a Agência Nacional de Notícias libanesa já havia anunciado que o Líbano também enviou uma reclamação ao Conselho de Segurança da ONU por causa da morte de civis que protestavam na vila libanesa de Maroun al-Ras, próxima da fronteira dos dois países.

Em sua reclamação, Israel afirma que a responsabilidade pelas mortes é dos governos de Síria e Líbano, que deveriam impedir incidentes do gênero.

No domingo, soldados israelenses abriram fogo contra manifestantes nas proximidades das fronteiras com os dois países.

"O Líbano considerou o ataque como um ato hostil", afirmou a agência oficial libanesa. "A reclamação diz ainda que Israel violou a soberania israelense e desconsiderou as resoluções da ONU."

O documento libanês pede ainda que o Conselho de Segurança pressione Israel a cessar com hostilidades e assumir a responsabilidade pelas mortes.

Jordânia

Muitos dos manifestantes conseguiram cruzar as fronteiras no dia do aniversário da fundação de Israel, conhecido pelos palestinos como Nakba ("tragédia"). O governo israelense disse estar conduzindo buscas de casa em casa atrás de possíveis invasores.

O governo da Jordânia - terceiro país árabe que faz fronteira com Israel, além de Síria e Líbano - disse nesta segunda-feira que 11 de seus policiais ficaram feridos tentando impedir manifestantes que tentavam entrar em território israelense.

Cerca de 500 manifestantes tentaram cruzar a fronteira no domingo, segundo o governo jordaniano. Incidente similar havia ocorrido no sábado. Calcula-se que metade dos 6,3 milhões de jordanianos é de origem palestina.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto pelos mortos.

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