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Cardozo defende integração internacional no combate ao tráfico

Cardozo participa em Paris de uma reunião sobre o tráfico de cocaína

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu nesta segunda-feira em Paris a integração dos serviços de inteligência de diferentes países para combater o tráfico internacional de drogas.

“Só podemos combater o narcotráfico com a integração dos serviços de inteligência, que é um dos pontos que está sendo discutido neste encontro”, disse Cardozo em uma coletiva na embaixada brasileira em Paris, pouco antes de uma reunião com o ministro francês do Interior, Claude Guéant.

Segundo Cardozo, o tráfico só pode ser combatido de forma eficaz - especialmente em países com grande dimensão territorial, como o Brasil - se houver o aperfeiçoamento da troca de informações entre países produtores, de trânsito da droga ou receptores, como é o caso dos países europeus.

“Não podemos imaginar que o problema do tráfico (de drogas) se concentra em países onde há uma elevada produção. Ele passa por três perspectivas que não podem ser diferenciadas: onde se produz, onde há o trânsito e onde se consome”, diz.

O ministro viajou a Paris para representar o Brasil em uma reunião de ministros do Interior e da Justiça do G8(grupo de países mais industrializados do mundo mais a Rússia), em que seriam discutidas formas conjuntas de combate ao tráfico internacional de cocaína. O Brasil foi convidado pela Presidência francesa do grupo.

Acordos

Cardozo afirma que, após a posse da presidente Dilma Rousseff, o governo brasileiro já firmou novos acordos de cooperação para o combate ao tráfico com a Bolívia e com o Paraguai.

Mas a integração deve ir além dos países vizinhos do Brasil e incluir países como os Estados Unidos e os da Europa, diz o ministro.

“Crimes internacionais devem ser objeto de uma ação integrada internacional. É a razão pela qual vemos com muitos bons olhos a iniciativa que o G8 tomou em relação a essa questão, afirma o ministro.

A luta contra o tráfico de drogas também necessita, segundo Cardozo, de integração operacional (das atividades policiais) e tecnológica entre os países.

Para ele, a reunião em Paris de ministros do G8 e de países convidados deverá resultar em um acordo sobre uma programação operacional e futuras ações conjuntas contra o narcotráfico internacional.

A reunião também iria discutir estratégias conjuntas para combater o terrorismo.

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