
Dilma pediu minuto de silêncio pelos que perderam 'vida e futuro'
A presidente Dilma Rousseff disse que o país está unido em repúdio à violência cometida pelo atirador que matou pelo menos 11 pessoas e feriu 18 em uma escola no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.
Não é característica do Brasil esse tipo de crime, disse a presidente em cerimônia no Palácio do Planalto.
Todos estamos unidos no repúdio a esse tipo de violência, sobretudo com crianças indefesas, disse. Emocionada, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas que perderam a vida e o futuro.
Pouco antes, seu porta-voz, Rodrigo Baena, havia dito que Dilma estava chocada, acompanhava o noticiário com grande preocupação e determinou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tome as previdências necessárias em relação ao incidente.
Cardozo e Haddad
Em nota, Cardozo disse que entrou em contato com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, para oferecer apoio ao governo do Estado e solidariedade aos familiares em nome do governo federal.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o dia é de luto para a educação brasileira pela tragédia sem precedentes.
Haddad e Cardozo devem coordenar pessoalmente as reações do governo ao ocorrido em Realengo, juntamente com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, segundo a Agência Brasil.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM) cobrou ações do governo para governo para garantir a presença maior de forças policiais nas escolas, além da inclusão no currículo escolar da questão da segurança pública.
De certo modo, isso é um ato de terrorismo quando a gente procura atingir pessoas civis. O que não é da nossa tradição atos dessa natureza. Precisamos parar de uma vez com isso para que isso não floresça.
No Twitter, a Unesco, braço da ONU para a educação, divulgou mensagem em que repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura.