China

Premiê da China pede adoção de reformas políticas no país

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Para Wen, mudanças terão de ser adotadas sob a autoridade do PC

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, pediu a adoção de reformas políticas, durante o encerramento do Congresso Nacional do Povo, a reunião anual que traça as diretrizes políticas e econômicas no país.

Wen, que já havia pedido mudanças políticas no passado, afirmou que a adoção de reformas é necessária e é a única maneira de garantir as conquistas econômicas obtidas pela China nos últimos 30 anos.

''Sem reestruturação política, a reestruturação econômica não será bem-sucedida e as conquistas que fizemos com a reestruturação econômica poderão ser perdidas'', afirmou Wen, durante entrevista coletiva.

Em agosto do ano passado, Wen já havia pedido a introdução de reformas, mas dessa vez pareceu ir um pouco além, sugerindo a ampliação do número de governantes eleitos pelo voto popular.

Atualmente, os chineses podem votar nos representantes locais de suas vilas, mas o premiê sinalizou de que a eleição poderia ser estendida para além desse nível.

''Devemos acreditar que, quando as pessoas são capazes de conduzir bem os assuntos de uma vila, elas também serão capazes de governar um município e um condado.''

''Se queremos tratar das queixas feitas pelo povo, devemos permitir que (as pessoas) supervisionem e critiquem o governo'', comentou.

Os comentários de Wen parecem colocá-lo em um campo oposto ao de outras lideranças chinesas. Na semana passada, o presidente do Congresso Nacional do Povo, Wu Bangguo, descartou a possibilidade de o país adotar reformas políticas mais profundas.

O líder do Congresso Nacional do Povo havia afirmado que abandonar o sistema atual poderia fazer com que o país ''mergulhasse no impasse da guerra civil''.

Passo a passo

No entanto, Wen acrescentou que a introdução de reformas será feita de forma gradual. ''Devemos buscar um processo de passo a passo nesse processo. Será um processo gradual'', afirmou.

Ele disse também que as possíveis reformulações políticas teriam de ser feitas necessariamente sob o comando do Partido Comunista Chinês, que governa a China há mais de 60 anos.

O premiê afirmou ainda que não podem ser traçados paralelos entre a China e as rebeliões populares que vêm ocorrendo nos países do Oriente Médio e do norte da África.

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