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O chef americano Todd Harkin trabalhou por 16 anos na rede Outback nos Estados Unidos, até que descobriu que a cadeia de restaurantes estava oferecendo mais oportunidades no Brasil do que em seu país natal.
"Eles não estavam abrindo (vagas) lá (nos EUA). Já no Brasil iam praticamente dobrar de tamanho", disse Harkin, de 38 anos. A constatação o ajudou a fazer as malas e se mudar para São Paulo, terra de sua mulher, a brasileira Melissa, de 30 anos.
"Tínhamos decidido viver aqui para estar mais perto da família dela. Mas as oportunidades profissionais fizeram (a opção) mais atraente", diz Harkin, que está no Brasil há cerca de dois anos.

Casal acha que perdeu em qualidade de vida, mas mudança valeu a pena
O chef de cozinha está entre os cerca de 5,6 mil americanos que obtiveram vistos de trabalho no Brasil em 2009. O número cresceu para 7.550 em 2010.
Todd e Melissa se conheceram na internet, por intermédio de uma jovem brasileira amiga dela que havia ido aos Estados Unidos trabalhar e se hospedara na casa da família dele, no Missouri.
A jovem vinha tendo dificuldades na adaptação à vida nos Estados Unidos, e Todd e Melissa começaram a conversar entre eles para tentar ajudá-la. "Quando vi, estávamos conversando durante seis, sete horas por dia", recorda Melissa.
Meses depois, em novembro de 2008, ela decidiu mudar seus planos de férias – em vez de ir para a Índia, foi para o Missouri. E ficou. "Liguei para o meu chefe e disse que não ia voltar."
Caminho de volta
Quando decidiram mudar para o Brasil, em abril de 2009, Todd conta que resolveu conversar com a direção do Outback e perguntar se "havia oportunidades no país para um gringo como eu".
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Diante da resposta positiva, o casal se mudou para o apartamento de Melissa, na Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. Ela, que é formada em direito e que havia abandonado um emprego na petroleira britânica BP, começou a trabalhar no Greenpeace.
Trocar o Missouri por São Paulo teve suas dificuldades. Durante o pouco tempo em que viveu no interior do Estado (localizado no centro dos Estados Unidos), Melissa se acostumou a deixar a porta de casa destrancada, organizar churrascos com os vizinhos e viver em uma comunidade menor.
"Aqui em São Paulo, nem sei o nome dos meus vizinhos. E não temos a mesma qualidade de vida", diz a brasileira.
Todd, por sua vez, sente falta de "comer linguiça no café da manhã" e de seus amigos, com quem fala regularmente pelo Skype. Mas, vivendo no Brasil há cerca de dois anos, ele está aprendendo português e está satisfeito com a escolha. "Sem arrependimentos", afirma. "Estou muito feliz pelas oportunidades daqui."
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