Terremoto na Nova Zelândia deixa ao menos 65 mortos

Terremoto destruiu prédios no centro de Christchurch

Pelo menos 65 pessoas morreram nesta terça-feira após um terremoto de magnitude 6,3 que atingiu a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.

O tremor, registrado às 12h51 (20h51 de segunda-feira em Brasília), teve seu epicentro a apenas dez quilômetros a sudeste da cidade, com uma profundidade rasa, de cinco quilômetros, provocando ampla destruição.

Os serviços de resgate disseram que várias pessoas poderiam estar ainda presas sob escombros de edifícios que ruíram.

O governo local decretou estado de emergência.

Os danos provocados pelo terremoto são muito piores do que um tremor de magnitude 7,1 registrado em setembro.

Aquele tremor, que provocou danos estimados em US$ 3 bilhões e não deixou mortos, apenas duas pessoas gravemente feridas, teve epicentro mais longe do centro de Christchurch e em uma profundidade maior.

Desde setembro, a cidade vinha sendo atingida por vários tremores secundários, o mais forte deles, com 4,9 de magnitude, pouco após o Natal.

Edifícios desabados

Imagens de TV divulgadas após o terremoto desta terça-feira mostravam vários edifícios derrubados no centro de Christchurch.

Moradores da cidade, de 375 mil habitantes, podiam ser vistos caminhando em meio aos escombros.

Segundo a polícia local, vários dos mortos estavam em dois ônibus que foram atingidos por desabamentos.

A Catedral de Christchurch, construção de pedra que é um dos símbolos da cidade, foi parcialmente destruída, com parte de sua torre desabada sobre a praça em frente.

A rádio New Zealand relatou que seus funcionários tiveram que se segurar em suas mesas durante o tremor e que uma igreja próxima desabou.

A energia elétrica e os serviços telefônicos foram cortados em muitos lugares. Em vários pontos, houve ruptura de tubulações de água, provocando inundações.

Veículos privados estavam sendo usados para transportar feridos, para suprir a escassez de ambulâncias.

'Confusão'

O prefeito de Christchurch, Bob Parker, disse que estava no último andar do edifício da prefeitura quando ocorreu o tremor, que o jogou para o outro lado da sala.

“Desci para a rua e vi cenas de grande confusão, muitas pessoas muito angustiadas”, disse. “O que posso ver de onde estou, no centro da cidade, é que há uma grande destruição”, afirmou.

O morador Christopher Stent disse à BBC que as ruas e estradas estavam lotadas de gente deixando a cidade, seguindo a orientação das autoridades.

“Minha casa inteira tremeu. Parecia uma bomba”, afirmou. “Meu corpo parecia estar fora de controle”, disse.

A Nova Zelândia está ao sul do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, acima de uma área da crosta terrestre na qual a placa do Pacífico se encontra com a placa indo-australiana.

O país registra cerca de 14 mil tremores ao ano, dos quais somente cerca de 20 em média com magnitude superior a 5.

O último terremoto com mortes no país havia sido em 1968, quando um tremor de magnitude 7,1 deixou três mortos na costa oeste.

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