áfrica

Polícia argelina reprime protesto pró-liberdade

Manifestação na Argélia/Reuters

As manifestações são proibidas pelo governo na Argélia

A polícia argelina encerrou com violência neste sábado uma manifestação de cerca de 300 pessoas que pedia por mais liberdades no centro da capital, Argel.

Há relatos de vários manifestantes ficaram feridos e alguns foram detidos, inclusive um parlamentar.

A mídia estatal afirma que sete policiais também se feriram.

A repórter da BBC em Argel Chloe Arnolds diz que muitos argelinos se inspiram nos protestos populares que culminaram por derrubar o governo na vizinha Tunísia e acreditam que agora é sua vez de pressionar por mais democracia.

Proibição

Os protestos deste sábado ocorreram após cenas de violência deflagradas por um aumento de preço de alimentos. Outros protestos no início do mês deixaram cinco mortos.

Vem ocorrendo também, como em outros países da região, tentativas públicas de suicídio como a do tunisiano que ateou fogo contra si e inspirou os recentes protestos no país.

Manifestações são proibidas na Argélia desde 1992 por causa de um estado de emergência em vigor no país. O governo alertou a população para que esta não participasse dos protestos.

"Os cidadãos devem mostrar sabedoria e não responder a possíveis provocações destinadas a perturbar sua tranquilidade, paz de espírito e serenidade", disse o governo por meio de um comunicado.

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