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Presidente eleito reconhecido pela ONU permanece cercado na Costa do Marfim

Partidários de Outtara fazem protesto em Abidjan

O impasse tem gerado protestos na Costa do Marfim

O líder oposicionista cuja recente eleição para a Presidência da Costa do Marfim foi reconhecida pela ONU, Alassane Ouattara, permanece nesta quarta-feira cercado em um hotel da capital marfinense, Abidjan, apesar das promessas do líder do país, o presidente Laurent Gbagbo, de levantar o bloqueio.

Na terça-feira, Gbagbo havia prometido negociar um “fim pacífico” para o impasse político no país.

Segundo o correspondente da BBC em Abidjan John James, a TV estatal não divulgou um acordo, anunciado na terça-feira por mediadores africanos, segundo o qual Gbagbo aceitava negociar sem precondições e levantar o cerco ao adversário político.

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O acordo tenta dar fim à crise iniciada com as eleições presidenciais de novembro na Costa do Marfim. O oposicionista Ouattara foi reconhecido internacionalmente como vencedor do pleito, apesar de Gbagbo, que tentava a reeleição, também ter se declarado vencedor.

Com os dois presidentes tendo organizado posses simultâneas, o país entrou em um limbo político.

Pressões

O impasse tem provocado confrontos e violência entre militantes dos dois lados e a fuga de cidadãos do país.

A agência de refugiados da ONU informou que já são 22 mil os marfinenses que buscaram asilo na vizinha Libéria, e o número continua crescendo.

Ao mesmo tempo, líderes africanos fazem pressão pela saída de Gbagbo.

Na terça-feira, o premiê queniano, Raila Odinga, que participou dos esforços de mediação, disse que Gbagbo não tem alternativa senão deixar a Presidência.

De volta ao Quênia, ele pediu nesta quarta-feira que o bloco regional de nações oeste-africanas (Ecowas) mande uma nova delegação de alto nível à Costa do Marfim para tentar novas negociações.

Ainda não foi descartada a opção de uma intervenção militar no país por parte das nações oeste-africanas.

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