Paquistão

Governador de província no Paquistão é assassinado

Salman Taseer (arquivo)

Salman Taseer chamou a lei de blasfêmia de 'draconiana'

O governador da província do Punjab, no leste do Paquistão, Salman Taseer, foi morto a tiros na capital paquistanesa, Islamabad, nesta terça-feira.

Taseer, um importante membro do partido do governo do país, o Partido do Povo do Paquistão (PPP), foi morto em um bairro comercial da cidade por um de seus seguranças, que foi preso.

O governador chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A repórter da BBC em Islamabad Orla Guerin afirma que o segurança disparou nove vezes contra o governador a uma curta distância.

Recentemente, Taseer se pronunciou contra uma lei do país que prevê pena de morte a todos que insultam o Islã. Existe uma proposta para tornar esta legislação menos dura.

De acordo com Guerin, Taseer afirmou que a lei era "draconiana" e pediu também que uma mulher cristã, sentenciada à morte com base na legislação, fosse libertada.

A proposta de mudança gerou grandes protestos em várias cidades do país nos últimos dias de 2010.

Instabilidade

Segundo uma testemunha, Taseer foi baleado quando saía do carro para entrar no shopping center Kohsar Market, um local popular entre os ocidentais que moram em Islamabad e entre os paquistaneses mais ricos.

"O segurança que o matou disse que fez isso pois recentemente Taseer defendeu as emendas propostas à lei de blasfêmia", disse o ministro do Interior, Rehman Malik. "Isto foi o que ele disse à polícia depois de se entregar."

O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani, condenou o assassinato e ordenou uma investigação imediata.

O PPP, por sua vez, informou que determinou duas semanas de luto pela morte do governador.

O correspondente da BBC em Islamabad Aleem Maqbool afirma que Taseer era uma das figuras políticas mais importantes do Paquistão e sua morte vai aumentar ainda mais a instabilidade no país.

O governo liderado pelo PPP está enfrentando uma crise que começou depois da saída de um de seus parceiros de coalizão.

O Paquistão foi palco de uma série de ataques de militantes islâmicos nos últimos anos, incluindo o assassinato da ex-primeira-ministra, Benazir Bhutto, em dezembro de 2007.

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