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Líder da Costa do Marfim aceita negociar fim 'pacífico' para impasse no país

Partidários de Outtara fazem protesto em Abidjan

Partidários de Outtara fizeram manifestação em Abidjan

O líder da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, aceitou nesta terça-feira negociar, sem impor condições, um "fim pacífico" para o impasse político em seu país.

De acordo com o presidente do bloco regional de nações oeste-africanas (Ecowas), James Victor Gbeho, Gbagbo concordou em suspender o cerco em volta do gabinete temporário de seu adversário político, Alassane Ouattara, o presidente eleito.

"Ele também prometeu suspender imediatamente o cerco ao Hotel du Golf, o gabinete temporário de Alassane Ouattara, o presidente eleito", disse Gbeho.

"Por sua vez, Alassane Ouattara indicou que quer garantir uma saída digna para Gbago, desde que ele aceite o resultado da eleição presidencial, declarado pela comissão eleitoral independente e certificado pelas Nações Unidas."

Ouattara foi reconhecido internacionalmente como vencedor das eleições presidenciais de novembro passado, apesar dele e de Gbagbo, que tentava a reeleição, terem se declarado vencedores e participado de cerimônias de posse quase simultâneas.

No entanto, Ouattara e seu primeiro-ministro, Guillaume Soro, continuam presos em um hotel na capital marfinense, Abidjan, protegidos por tropas da ONU.

O correspondente da BBC em Abidjan James Ivory, afirma que não se deve superestimar as últimas declarações de Gbagbo, já que o líder não deu indicações de que poderia renunciar ao cargo.

Visita

A declaração de Gbagbo foi feita depois de uma visita à Costa do Marfim dos presidente Bony Yayi, do Benin, Pedro Pires, de Cabo Verde, e Ernest Bai Koroma, de Serra Leoa, que representam o Ecowas.

Esta foi a segunda visita dos presidentes a Abidjan em menos de uma semana. Na segunda-feira, além deles também visitou o país o primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, representando a União Africana.

Mas, nesta terça-feira, o Ecowas pediu outra visita de uma delegação à Costa do Marfim "o mais rápido possível" e pediu também que os dois lados da política do país "evitem qualquer ato que possa agravar uma situação que já é crítica".

Quase 20 mil pessoas já fugiram do país após as eleições de novembro, na maioria mulheres de crianças, temendo mais violência.

As eleições de novembro tinham o objetivo de unir o país, após a guerra civil de 2002 dividiu o país, o maior produtor mundial de cacau, em dois.

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