Esporte

COI diz que vai analisar denúncias de suborno na Fifa

Issa Hayatou

Dirigente foi acusado de receber suborno

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que vai investigar denúncias da BBC sobre corrupção envolvendo o vice-presidente da Fifa Issa Hayatou, também membro do COI.

O comitê pediu à BBC que forneça provas de supostos subornos recebidos por executivos da Fifa, após denúncias apresentadas no programa Panorama, da emissora.

O programa afirmou que Hayatou e duas outras autoridades da Fifa (que têm voto nas decisões de sede de Copas do Mundo) receberam subornos nos anos 1990, entre elas o brasileiro Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

A Fifa, entidade que dirige o futebol mundial, negou as acusações.

O COI disse que vai enviar o caso à sua comissão de ética.

“O COI registrou as acusações feitas pelo Panorama, da BBC, e pedirá aos produtores do programa que passem quaisquer provas que tenham às devidas autoridades. O COI tem tolerância zero em relação à corrupção e encaminhará o caso à sua comissão de ética”, disse o órgão.

A Fifa emitiu comunicado dizendo que as denúncias se referiam a eventos ocorridos antes dos anos 2000 e que já foram investigados por autoridades suíças.

“Em sua sentença de 26 de junho de 2008, a Corte Criminal de Zug não condenou nenhuma autoridade da Fifa. Portanto, é importante ressaltar novamente o fato de que nenhuma autoridade do órgão foi acusada de nenhum crime nessas ações.”

Direitos de comercialização

O programa Panorama, transmitido na última segunda-feira pela BBC, alegou que o camaronês Issa Hayatou – líder da Confederação Africana de Futebol –, o paraguaio Nicolás Leoz e o brasileiro Ricardo Teixeira, todos da Fifa, receberam suborno de uma empresa de marketing esportivo que havia recebido lucrativos direitos de comercialização na Copa do Mundo.

Os três votarão nesta semana na decisão das sedes das Copas de 2018 e 2022.

Eles não comentaram as acusações.

A Inglaterra disputará com a Rússia, com Espanha-Portugal e com Holanda-Bélgica para ser a sede da Copa de 2018.

Os supostos subornos aos três membros do comitê executivo da Fifa teriam sido pagos pela empresa de marketing esportivo ISL (International Sport and Leisure) e datam de 1989 a 1999, segundo o Panorama. A companhia faliu em 2001.

A Fifa deu à ISL direitos exclusivos de comercializar Copas do Mundo com algumas das maiores marcas do mundo, e a ISL ganhou ainda mais dinheiro negociando direitos de transmissões televisivas dos torneios.

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